PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

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É o mesmo motivo pelo qual brasileiro gosta de South Park: Por causa da putaria, violência e linguajar chulo da série mas South Park faz muita referência à sociedade americana que invariavelmente só os americanos vão entender.
Engraçado como tu mencionar isso me trouxe flashbacks dos meus tempos de escola.

Eu quando estava no ensino médio gostava bastante de Rick & Morty, e eu costumava desenhar os personagens no meu caderno. Então teve um dia que um nóia da minha sala (literalmente nóia, pois usava e vendia drogas) viu meus desenhos e disse que tinha assistido um episódio e achou engraçado pra caralho, mas quando eu perguntei as cenas que ele gostou, ele prontamente falou do Morty enfiando as sementes no fundo do rabo.

Esse mesmo cara disse que estudar era coisa de "ótario" e que assaltaria um banco pra garantir o futuro do filho dele.

Tanto que é esquerdista dificilmente discute esse filme e já leva pro lado do "ain Tropa de Elite é faxista" porque bota o dedo na ferida desse pessoal.
De fato, além de que esquerdista tem fetiche por bandidagem e defender tudo que é degenerado por causa do pensamento revolucionário de querer "quebrar padrões" pra esbravejar rebeldia. E também defender coisas totalmente contraditórias, exemplo do socialismo, fazendo Lênin, Stalin, Mao e Pol Pot se revirarem no túmulo vendo que hoje seus simpatizantes são aqueles que eles odiavam e tentaram exterminar - """intelectuais""", burgueses, feministas, travecos, gays e drogados vagabundos.

Tão irônico quanto ver um judeu ou cigano simpatizando com o nazismo.

o povão é tão acostumado e condicionado a consumir conteúdo "pronto" que qualquer coisa que tente provocar um pouco de reflexão da própria sociedade em que vive já é muito pra cabeça do brasileiro médio.
E isso é proposital, nós sabemos. Um povo burro não questiona quem segura seu cabresto, e assim vivemos um país que odeia intelectuais. Chegamos em um ponto onde você é ridicularizado por seus pares por estar lendo um livro dentro de uma escola.

Então, qualquer coisa que faça uma crítica à sociedade brasileira seja ela latente ou sutil, passa despercebido na cabeça do povo porque o povo só quer o trivial: sangue, putaria e piadinha.
E é isso que o bostileiro médio gosta mesmo. A televisão e as redes sociais no Brasil não passam de reencarnações modernas do Coliseu de Roma. Chega a ser bizarro o costume do brasileiro de almoçar assistindo programa policial mostrando pessoas agonizando com quase nenhuma censura ou ficar acordado até tarde da noite pra assistir um bando de subcelebridades dentro de uma casa fazendo baixaria.

Estudei alguns meses num IF, e isso no ano da eleição. Todos os meus colegas da época esbravejavam que votariam no Lula pois ele salvaria a educação do Brasil, e o resultado? O desgraçado cortou a verba para a educação e alguns meses depois todas as Federais do Bostil entraram em greve geral por vários meses.

Resultado disso? Temos um povo tão burro que cheguei ao ponto de gastar 10 minutos da minha vida explicando pra alguém que o governo imprimir e distribuir dinheiro não vai acabar com a pobreza e que o SUS não é de graça e você paga pelo serviço duas vezes ao ir num hospital privado.

Fora o costume de importarmos tudo que não presta dos EUA pra cá... Deixamos o nosso folclore de lado pra comemorar Halloween e ninguém vê problema nisso.
 
Começou a Made in brazil sale 3, e invés de falar algo sobre a sale em si, só vim falar que o jogo Brasileiro mais popular da Steam é um clone de Vampire Survivor que está 2 anos em Early Access:
Mais de 600 jogadores simultâneos diariamente por 2 anos e tem gente perdendo tempo fazendo GTA bostileiro, jogo de luta, jogo de índio, lambeção de e-celeb, clone de Dark Souls e derivados.
 
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Mais de 600 jogadores simultâneos diariamente por 2 anos e tem gente perdendo tempo fazendo GTA bostileiro, jogo de luta, jogo de índio, lambeção de e-celeb, clone de Dark Souls e derivados.
Ao invés de aproveitarem que a macacada é escravo da dopamina e criarem algum shovelware pros jogadores grindarem igual um japonês viciado em Pachinko ficam nesta babaquice de querer fazer joguinho de circlejerk cultural tosco temperado com ufanismo tacanho que, frequentemente, é idealizado por devs inexperientes que descobrem na prática que o GTA/Dark Souls/Castlevania/Street Fighter/Pokémon Made in Bostil é mais complicado do que parece. Aí, todo mundo já conhece o enredo.

Tem vezes que o brasileiro é o Malandro de Schrödinger porque falta com transparência na hora de arrecadar fundos mas insiste na mesma fórmula fracassada que não gera retorno. A simbiose perfeita entre preguiça, falta de ética e burrice.

É que nem o @rottenbite77 disse: Brasileiro tem preguiça de ler história. Não adianta fazer jogo com lore que é perda de tempo.

Por outro lado, a indústria se provou inúmeras vezes em ser péssima em fazer um jogo com lore elaborada e memorável. Quando consegue fazer um jogo completo, caso seja funcional, é algo tão genérico e sem sal que ninguém faz questão de lembrar depois de uma semana.
 
Magistrike arrecadou 1 milhão:
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O jogo promete 18 personagens:
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Em comparação, Dark and Darker tem 8 personagens, como os marinheiros de primeira viagem aí vão conseguir balancear tudo isso ainda não sabemos.
Cancelaram o contrato com o estúdio (Phyrexi), o jogo mudou de nome para wYzards e o e-celeb criou um estúdio novo especificamente para fazer esse jogo:
 
Isso é verdade. Só quem realmente gosta da franquia ao ponto de ser nerd realmente procura saber a lore e entender o signifcado e referências culturais que o jogo faz à sociedade americana e isso é um nicho dentro da fandom brasileira do GTA.
Não concordo não, se o cara sei lá tem um contato com cultura americana (usa esse site) e sabe inglês minimamente básico consegue entender. E não se esqueça que o GTA é (ou era) desenvolvido na Inglaterra.
 
Se você entrar numa discussão sobre jogos nacionais fora daqui da fazenda, e dizer que ufanismo e levantar bandeira do Brasil não paga contas, o pessoal parte pra agressão.

O bostileiro acha que precisa de dinheiro pra fazer jogo bom, sendo que hoje em dia qualquer programador de "PC do quarto do vô" faz um roguelike com gráfico de Minecraft ou um Metal Gear Rising da Shoppee usando unity e fazendo modelinho de garota de animê no blender.
 
Se você entrar numa discussão sobre jogos nacionais fora daqui da fazenda, e dizer que ufanismo e levantar bandeira do Brasil não paga contas, o pessoal parte pra agressão.

O bostileiro acha que precisa de dinheiro pra fazer jogo bom, sendo que hoje em dia qualquer programador de "PC do quarto do vô" faz um roguelike com gráfico de Minecraft ou um Metal Gear Rising da Shoppee usando unity e fazendo modelinho de garota de animê no blender.
Mas veja bem, precisamos de MAIS jogos sobre índio, cangaceiro e capoeira com o Saci-Pererê!
 
-Split Studios é um estúdio de animação que nunca lançou um jogo em sua existência.
-Entre as Estrelas arrecadou o dobro de Arani acumulado em crowdfunding e mais 3 editais diferentes.
-Em 2 anos desde o anúncio só foi mostrado menos de 15 segundos de "gameplay" no primeiro trailer.
-Foi comparado com Ori, Limbo e Valiant Hearts durante a campanha mas até agora não se sabe o gênero do jogo.
-Lives dando dicas de como entrar no mercado de games.
Zé palestrinha.png
Essa aí é a nossa famosa indústria dos games: mais palestra do que produto.
 
Não concordo não, se o cara sei lá tem um contato com cultura americana (usa esse site) e sabe inglês minimamente básico consegue entender.
Esses são justamente os nerdolas que conhecem a lore do GTA. Não necessariamente daqui da fazenda mas gente que sabe inglês. E, pra ser sincero, precisa saber mais do que o básico pra entender a lore do GTA porque você tem que manjar das gírias e coloquialismos americanos também.
E não se esqueça que o GTA é (ou era) desenvolvido na Inglaterra.
Pelo menos os dois primeiros títulos. A partir do terceiro título, GTA passou a ser desenvolvido na filial americana da Rockstar. Tanto é que o lançamento do GTA III teve de ser adiado na época por causa do 11 de setembro.
Se você entrar numa discussão sobre jogos nacionais fora daqui da fazenda, e dizer que ufanismo e levantar bandeira do Brasil não paga contas, o pessoal parte pra agressão.
A parte do ufanismo é verdade porque ufanismo por si só é um patriotismo tosco e caricato que se sustenta por fabricação e mentira e não passa de uma versão jeca e matuta do facismo. Agora, "representar o Brasil" é a parte que os compatriotas devs tem fracassado miseravelmente pois se inspiram em pautas ufanistas para fazer um jogo sobre o Brasil.

Eu já falei algumas páginas atrás sobre o conceito de fazer um jogo que se passa no Brasil. O problema é que os devs, além da capacidade técnica pobre, tem um conhecimento histórico pífio (que é normal nesse país) e duvido muito que estejam dispostos a fazer uma pesquisa sobre o tema do jogo que queiram fazer.

Se você assistir qualquer documentário de making-off de qualquer jogo, vai ver que tanto os programadores quanto os designers fazem parte do processo artístico do jogo, por exemplo, tirando fotos de uma paisagem pra ter referência artística para desenvolver o level de um jogo ou fazendo rascunhos (a lápis mesmo) dos personagens e seus movimentos pra depois implementar no jogo e mais um monte de coisa.

Me fala a porra de um estúdio de game dev brasileiro que fez isso. Todos os jogos 3D que se passam no Brasil que estão mencionados nesta thread aqui deixam nítido que os devs só desenharam paisagens genericamente brasileiras no software da época e pronto.

E a outra parte dessa babaquice de "representar o Brasil" são as alegações jactanciosas de que temos uma cultura rica, inclusive mais rica do que os americanos ou qualquer outra nacionalidade.

Agora, pergunte ao bostileiro médio sobre a tal "cultura rica" e o filho da puta vai responder com "Curupira", "Boi Tatá", "Iara", "Saci-Pererê", "Mula Sem Cabeça" e só. Pega um punhado de bostileiro médio e veja qual deles conhece a mitologia Guarani e quem é Tupã, Jaci, Guaraci e afins.

De duas, uma: Ou essa "cultura rica" não é nem um pouco divulgada ao ponto de nem sequer fazer parte do imaginário popular ou ela não existe e essa "cultura" é só uma fabricação contemporânea tal como o carnaval versão brasileira.

O Brasil tem disparidades regionais latentes ao ponto de que a cultura paulista difere da cultura gaúcha que difere da cultura nordestina que difere da cultura carioca que difere da cultura mineira e por aí vai. Essas diferenças regionais perduram até hoje.

Esse desincentivo de regionalidades e nacionalização forçada não tem nem 100 anos e foi isso que criou a "cultura rica" que tanto falam.
O bostileiro acha que precisa de dinheiro pra fazer jogo bom, sendo que hoje em dia qualquer programador de "PC do quarto do vô" faz um roguelike com gráfico de Minecraft ou um Metal Gear Rising da Shoppee usando unity e fazendo modelinho de garota de animê no blender.
Tem esse canal aqui que faz mais ou menos isso aí que você falou. Óbvio que o resultado final fica uma merda mas é porque são só as funcionalidades básicas. Era só o cidadão chamar um outro alguém pra dar uma polida no gráfico, animação, incrementar mais mecânicas de gameplay e sistema de menu e, pronto, um Resident Evil versão Cracolândia tá feito. O que vai separar um Resident Evil Simulator de um jogo propriamente dito vai ser lore, história e outros detalhes.
Mas veja bem, precisamos de MAIS jogos sobre índio, cangaceiro e capoeira com o Saci-Pererê!
De preferência que custe milhões de reais no edital, que parte desse dinheiro seja lavado ou desviado e que leve mais de uma década pra ficar pronto.
-Split Studios é um estúdio de animação que nunca lançou um jogo em sua existência.
-Entre as Estrelas arrecadou o dobro de Arani acumulado em crowdfunding e mais 3 editais diferentes.
-Em 2 anos desde o anúncio só foi mostrado menos de 15 segundos de "gameplay" no primeiro trailer.
-Foi comparado com Ori, Limbo e Valiant Hearts durante a campanha mas até agora não se sabe o gênero do jogo.
-Lives dando dicas de como entrar no mercado de games.
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Essa aí é a nossa famosa indústria dos games: mais palestra do que produto.
Araní, o jogo que até hoje não foi lançado mesmo passado 7 anos após ser anunciado porque os desenvolvedores estão sendo disputados por publishers mundo afora ao mesmo tempo que ainda estão estudando sobre mitologia indígena pra poder fazer a história do jogo. Publishers estrangeiras que colocam o nome na linha e procuram lucrar estão disputando um jogo que nem foi terminado ainda? Sim, parece muito plausível, não é mesmo? Tá aqui o "estudo de mitologia indígena" que usaram o dinheiro do edital pra fazer.

Esse Entre as Estrelas, desde de quando foi anunciado, já imaginava que era golpe assim como um monte de títulos annciados aqui. Se eu não me engano, exigiram um milhão e meio de reais pra entregar o jogo que até agora não se tem notícia. E pensar que até mesmo você, @Sparky Lurker se iludiu com um treco desses:
Apesar da atual administração fazer pouco caso da indústria nacional, Entre as Estrelas poderá ser uma exceção, nesse caso a campanha só serve com uma forma de divulgar o projeto e a meta mínima já vai ser o suficiente. A Split Studio pode vender o jogo para a Ancine como um projeto de animação e complementar o restante do orçamento com você pagando os seus impostos em dia
Tem muita coisa nessa indústria nossa que, talvez, nunca vamos saber mas deve ser porque não é pra ninguém saber igual a qualquer escândalo de corrupção que sai na mídia: Tem a parte que a mídia escolhe o que transmitir e tem o buraco que é bem mais embaixo.

Essa "indústria" deve ser só mais uma máfia que se consolidou graças a esse rolê de captar dinheiro de edital que nunca passou de verba desviada pra bolso de político filho da puta. E quem bate palma pra tudo isso? O povão burro que acha que está alavancando o país frente aos gringos apoiando essas bagaceiras de estúdio que só promete e nada entrega igual político em época de campanha.

E o pior que é isso não se limita à "indústria" de jogos bostileira mas à outras indústrias nacionais também mas isso iria desivar o assunto dessa thread se entrássemos nesse assunto. A indústria de filmes nacionais também deve ser outra panelinha do caralho onde tem putaria com o dinheiro público.

Pode ser devaneio da minha pessoa mas acredito que essa thread vai evoluir pra algo ao nível de dossiê pois, no ínicio, isso aqui servia apenas para falar de jogos ruins, porém, foi evoluindo para golpes com crowdfunding e suspeitas de maracutaias com o dinheiro público. Acredito que, qualquer dia desses, alguém vai abrir a Caixa de Pandora e confirmar as nossas suspeitas e virar a cabeça do povão do avesso.
 
Pedro Caxa saiu da Tectoy e já está disponível para sua próxima aventura:

Em um vídeo recente também explanou a DX Gameworks falando que o CEO tentou pedir pra ele 800k para terminar o Halo Tiktokiano:


Camp Wars, Gamer House Brasil e agora o Zeenix, Pedro Caxa é um garoto que promete, um grande craque da indústria de games Brasileira.
 
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Pedro Caxa saiu da Tectoy e já está disponível para sua próxima aventura:
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Em um vídeo recente também explanou a DX Gameworks falando que o CEO tentou extorquir ele por 800k para terminar o Halo Tiktokiano:

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Camp Wars, Gamer House Brasil e agora o Zeenix, Pedro Caxa é um garoto que promete, um grande craque da indústria de games Brasileira.
Bem, duas conclusões que eu posso tirar disso:

  1. TecToy foi reduzida a uma Cielo ou PagSeguro tendo que agora usar a sua única fábrica no Brasil pra fabricar totem de autoatendimento ou coisa do tipo. Inclusive, de acordo com a revista Exame, essa fábrica da TecToy têm apenas 35 funcionários. O destino de uma empresa que se limitou a distribuir jogos e se aventurar duas vezes na fabricação de console, falhando em ambas. Teve o fim merecido ou foi uma empresa que não foi lhe dada muita atenção? Fica a dúvida.
  2. Parece que e-celebs tem uma tendência forte a se associar com empresas curva de rio. Esses caras não conseguem patrocínio de alguma empresa mais competente, por acaso?
 
Bem, duas conclusões que eu posso tirar disso:

  1. TecToy foi reduzida a uma Cielo ou PagSeguro tendo que agora usar a sua única fábrica no Brasil pra fabricar totem de autoatendimento ou coisa do tipo. Inclusive, de acordo com a revista Exame, essa fábrica da TecToy têm apenas 35 funcionários. O destino de uma empresa que se limitou a distribuir jogos e se aventurar duas vezes na fabricação de console, falhando em ambas. Teve o fim merecido ou foi uma empresa que não foi lhe dada muita atenção? Fica a dúvida.
  2. Parece que e-celebs tem uma tendência forte a se associar com empresas curva de rio. Esses caras não conseguem patrocínio de alguma empresa mais competente, por acaso?
Quando eu vi as reviews do Camp Wars e o quão rápido Pedro Caxa estava ganhando contratos com empresas Brasileiras, deu até impressão que o cara era um 171 incompetente, mas no final ele é só um incompetente mesmo.

Pedro Caxa não é causa e sim a consequência, Camp Wars foi anunciado com 25 anos dessa indústria só cagando no pau.

Um Tiktoker que não entende quase nada da indústria dos games sendo catapultado por corporações Brasileiras que vivem em completa ignorância da indústria dos games.

-Itaú, o auge do corporativismo tupiniquim, quiseram a fatia maior e não aceitaram perder nenhuma porcentagem do lucro com a taxa da Steam.

-DX Gameworks, esses fico em dúvida se foi lavagem de dinheiro ou incompetência na admnistração, fundaram uma empresa no auge da pandemia, captaram 10 milhões, compraram uma cacetada de estúdio e só conseguiram lançar 3 jogos, ainda tiveram que apelar pra suborno, agora o legado da primeira grande publisher de games do Brasil é 40 processos trabalhistas.

-TecToy, como falei anteriormente, a empresa devia ter entrado como publisher de jogos Brasileiros logo depois da saída da Sega na corrida dos consoles, mas preferiram redistribuir console 50 em 1 até o fim dos tempos.
Quando Pedro Caxa entrou na TecToy a empresa já estava na sua fase post-post-mortem, logo mais era um completo iludido achando que ia mudar alguma coisa na empresa. O que é mais engraçado quando você vê o anúncio de que a empresa iria virar publisher, uma ideia que provavelmente veio exclusivamente da equipe de marketing e o alto escalão nem sabia do que se tratava.
Hoje a empresa é chefiada por pessoas que nem sabem a diferença de um Mega Drive para um Master System, então no final tiveram o fim merecido.

Já Camp Wars, no final de tudo, é aquele lixo que foi lançado na Steam no começo de 2022, na sua essência mais pura o jogo acabou existindo de alguma forma, agora com o input de corporações Brasileiras o jogo nem sequer é capaz de existir, para ver o quão ruim a situação está.
 
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Itaú, o auge do corporativismo tupiniquim,
A mesma empresa que fez parte da reskin de um jogo sueco de carro pra fazer marketing pro Gugu Liberato e tentaram fabricar o seu próprio hardware que não foi pra frente. Sim, parece ser a empresa ideal para envolver nesta empreitada. Não é como se fosse mais um banco bostileiro que visa lucro a qualquer custo.
DX Gameworks, esses fico em dúvida se foi lavagem de dinheiro ou incompetência na admnistração, fundaram uma empresa no auge da pandemia
Essa latrina me parece que foi só mais uma start-up que aproveitou a demanda tecnológica em plena pandemia pra tentar ganhar dinheiro.
TecToy, como falei anteriormente, a empresa devia ter entrado como publisher de jogos Brasileiros logo depois da saída da Sega na corrida dos consoles, mas preferiram redistribuir console 50 em 1 até o fim dos tempos.
Me pergunto porque ficaram nisso ao invés de ir pelo caminho que você mencionou. Aliás, pra você, o que foram essas duas tentativas
de entrar na indústria de consoles? Tentativa desesperada de ganhar dinheiro ou uma honesta decisão de tentar bater de frente com PlayStation, Xbox e Nintendo? Porque a única iniciativa de hardware da TecToy que deu certo foi justo a porra do Pense Bem.
 
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Aliás, pra você, o que foram essas duas tentativas
de entrar na indústria de consoles? Tentativa desesperada de ganhar dinheiro ou uma honesta decisão de tentar bater de frente com PlayStation, Xbox e Nintendo?
O Zeebo ainda tinha algumas intenções de se apresentar como uma alternativa barata ao Nintendo Wii, por mais cagado que fosse com a força de um PS1. Fizeram até alguns exclusivos para o mesmo, mas eles tinham uma visão completamente míope do mercado e acharam que o único motivo das pessoas escolherem um console moderno foi pra ficar sacudindo o controle em meia dúzia de jogos. Quando o Kinect surgiu e o PS3/Xbox 360 ficaram mais acessíveis para o Brasileiro, logo deram rage quit.

O Zeenix foi pura vontade de lucrar revendendo hardware defasado ao preço de um Steam Deck sem ter uma comunidade interessada a apoiar tal produto. Botaram 5 "brindes" para falar que tinha algum diferencial e se fosse duas décadas atrás ainda teriam botado o Juarez para falar que era "o console portátil mais vendido do Brasil."
 
A Tec Toy, tanto como empresa quanto como fabricante, é literalmente "80's never ended".

Nome e identidade visual que não passam confiança nenhuma.

Enquanto o Playstation passa a imagem de poder, a Nintendo passa a imagem de tradição, de "diversão pra toda família", qual a imagem que a Tec Toy passa? Fofão, Balão Mágico, Jaspion e Vovó Mafalda.

Naftalina pura de um lado, e falta de acompanhar as tendências de mercado do outro. Qualquer portátil retrô de origem duvidosa vendido no Mercado Livre consegue ser mais bom negócio do que o tal "Xineez".
 
Versão Lite, que foi a única que lançou:
Bem, pelo menos saciou a minha curiosidade em saber como seriam os jogos da geração atual em gráfico de PS2.

Caralho, 3k por uma versão piorada do Steam Deck. Tec Toy passando confiança e qualidade pro brasileiro.
 
TecToy sempre foi igual, começou vendendo brinquedos chineses como o PenseBem e aí quando Gradiente, CCE, Dynacom e outras do ramo de eletrônicos começaram a copiar o Nintendinho em escala industrial no auge dos anos 80 pensaram 'porra, dá pra gente fazer algo semelhante com algum diferencial, não?' e aí firmaram parceria com a Sega que não era grande coisa e começaram a fabricar o Master aqui. Enquanto o MS foi esquecido em sei lá 90% do planeta terra aqui era videogame de luxo (já que era licenciado) enquanto a pobritude ficava com os Nintendo made in Taubaté. Agora o Mega realmente era bom e fez sucesso nos EUA (acho que até mais do que no Japão) e a TecToy estuprou a Gradiente/Playtronic quando a Nintendo tentou entrar aqui pois por incrível que pareça o suporte da Tectoy era exemplar. (muito SNES veio do Paraguai nessa época) Trouxeram Sega Channel, 32x, Sega CD, depois o Saturn/Dreamcast... Enquanto isso a Gradiente fazia um console superfaturado e largava eles aqui. E aí a Sega faliu. Então o que a Tectoy fez? Continuou vendendo o Master System e Mega Drive até o infinito e além.
 
Enquanto o MS foi esquecido em sei lá 90% do planeta terra aqui era videogame de luxo (já que era licenciado)
Videogame no Pobril, de forma geral, sempre foi artigo de luxo igual computador, televisão e carro. Até o Plano Real chegar aqui neste país de bosta, o poder de compra da população era uma grandessíssima merda por conta da hiperinflação que arregaçava com o Cruzeiro ou Cruzado ou seja lá que porra de moeda que a gente tinha na época.

Aliás, fazendo um adendo, eu nunca entendi como que o Brasil conseguiu se livrar da hiperinflação da noite para o dia, principalmente com a moeda valendo mais que o dólar nos primeiros três anos de Plano Real. Beleza, o Real começou a desvalorizar no segundo mandato do FHC, porém, foi uma desvalorização gradual comparado com as moedas anteriores.

Voltando ao assunto, a gente, às vezes, esquece que parte do motivo pelo qual videogame sempre foi algo nichado no Brasil foi devido à falta de acesso da população a consoles de videogames modernos. Eu lembro até hoje, de meados de 2012, quando o PS3 já tinha tempo de mercado, ainda tinha camelô de jogo pirata pra PS2. Ainda lembro o buchicho que foi o preço de lançamento do PS4 custando 4k enquanto que o salário mínimo na época era de R$ 724,00. Como que você vai ter uma cena gamer forte se computador pra jogar e console de videogame ainda são coisas fora do alcance do poder de compra do povão?

E os nossos compatriotas indies só geram custos ao erário captando milhões de reais em editais pra lançar jogo feito nas coxas.
Trouxeram Sega Channel, 32x, Sega CD
Uns consolezinho bosta, sinceramente.
 
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