PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

Mais um jogo da Gamemill pra incrementar o portfólio Bostileiro:
Esse vai ser o futuro dos game dev BR: licenciamento de IP.

O que se iria esperar de um país que não fomentou desenvolvimento de jogos e consoles em uma época determinante, lá nos anos 70? O máximo que conseguiu foi fazer um clone de Atari e um clone de NES, clones esses que eram legalizados através da finada Política Nacional de Informática.

Pode-se dizer que houveram tentativas, através das leis de reserva de mercado. Inclusive, @Sparky Lurker, podemos abrir discussão sobre o protecionismo estatal pré Governo Collor e ver até aonde que esta política incentivou a indústria de jogos e até aonde foi o motivo de sua autosabotagem, pegando carona no exemplo da Política Nacional de Informática.
 
TV estatal vai punhetar esse setor em um programa de 10 episodios:

Game Dev Brasil, seriado sobre jogos eletrônicos, estreia na TV Brasil​

Produção traça um panorama sobre os desenvolvedores de games
A TV Brasil lança uma nova atração semanal com a estreia da série documental Game Dev Brasil, produção independente sobre jogos eletrônicos, nesta quinta-feira (25), às 23h. Com dez programas de 26 minutos, a obra ainda inédita na telinha apresenta o universo dos desenvolvedores de games do país.

O seriado revela as principais facetas desta indústria que está na vanguarda da interatividade audiovisual. O conteúdo independente mostra o ciclo desse mercado ao destacar não só o trabalho de grandes empresas como modelos de negócio liderados por profissionais autônomos.

A proposta é traçar um panorama sobre o segmento que movimenta milhões e envolve parcerias internacionais. A série acompanha desenvolvedores independentes que fazem tudo sozinhos em seus computadores pessoais com o desejo de um dia transformar os produtos em sua fonte de renda principal.

Com direção e roteiro de Elias Guerra, o seriado Game Dev Brasil foi realizado em 2024 pela Rodô Audiovisual. A nova obra exibida na programação da TV Brasil foi desenvolvida por meio do edital Prodav TVs Públicas.

O primeiro episódio traz um histórico sobre a evolução tecnológica. O seriado apresenta desde aquele que é considerado o primeiro game designer brasileiro até experiências mais recentes com VR, AR e todo tipo de tecnologias interativas e modernas. Com choque nostálgico, a ideia é refletir se a modernidade vai acabar com os jogos antigos ou se alimentar da popularidade deles.

Com direção e roteiro de Elias Guerra, o seriado Game Dev Brasil foi realizado em 2024 pela Rodô Audiovisual. A nova obra exibida na programação da TV Brasil foi desenvolvida por meio do edital Prodav TVs Públicas.

Pioneirismo no país​

O primeiro episódio traz um histórico sobre a evolução tecnológica. O seriado apresenta desde aquele que é considerado o primeiro game designer brasileiro até experiências mais recentes com VR, AR e todo tipo de tecnologias interativas e modernas. Com choque nostálgico, a ideia é refletir se a modernidade vai acabar com os jogos antigos ou se alimentar da popularidade deles.

O programa de estreia sobre o avanço tecnológico na área consulta especialistas como o pioneiro Renato Degiovani, reverenciado como o primeiro designer de games do país, e a bem-sucedida desenvolvedora de jogos Ana Ribeiro, que inovou com a realidade virtual.

A edição de abertura da produção também conta com o depoimento dos pesquisadores Marcus Garrett e Pedro Santoro Zambon. A obra ainda traz a avaliação sobre o assunto a partir do ponto de vista de vários desenvolvedores de jogos como Rodrigo Terra.

Narrada de forma descontraída por Tuanny Araujo, a série inédita na telinha é guiada por depoimentos de vários desenvolvedores de jogos e pesquisadores do setor. As edições de Game Dev Brasil ainda trazem animações e gameplays, com cenas e imagens dos jogos apresentados no decorrer da série.

Com foco nos empreendimentos e iniciativas digitais dessa área, o seriado explica como funcionam os modelos de negócio, destaca a influência das novas tecnologias com funcionalidades associadas à realidade virtual e aponta como esse campo de atuação contempla games clássicos que fizeram história.

A dinâmica da produção ajuda a quebrar preconceitos, esclarecer dúvidas sobre o mercado de jogos e tirar todo o tecnicismo do assunto. A proposta é levar para o conhecimento do público o lado humano, divertido e fascinante do desenvolvimento de games e os bastidores dessa indústria criativa. O programa valoriza aspectos como criatividade, método de produção e a capacidade dos profissionais do país em resolver desafios.

Temas pautados​

Nos próximos episódios de Game Dev Brasil, o seriado mostra as realizações do desenvolvedor de jogos independente. Ao acompanhar a história de empresas em ascensão, a obra apresenta os conceitos de jogos indie e jogos AAA. Também aponta o que está entre as duas categorias e torna o mercado de games ainda mais diverso em formatos de produção.

Qual é o tamanho ideal de uma equipe desenvolvedora de jogos? Para entender essa questão de difícil resposta, a série visita uma das maiores empresas do país e um desenvolvedor solo para conhecer as vantagens e as dificuldades de cada modelo de trabalho e entender que as duas formas podem coexistir.

O ingresso no mundo dos jogos ocorria de maneiras bem variadas no passado. Atualmente existe formação técnica em instituições de ensino como escolas e faculdades que criam uma base cada vez mais sólida para a estruturação de um mercado saudável. Afinal de contas, como se aprende a fazer jogos e quais são os desafios para os novos profissionais?

Método de produção de jogos em tempos muito curtos, as Game Jams ganham espaço no programa em cartaz na TV Brasil. A atração explica como funcionam essas gincanas que já fazem parte do ecossistema de desenvolvimento de jogos mundialmente. A duração pode ser de poucas horas ou até 3 dias. A dinâmica desses encontros serve de mote para um dos episódios.

Caráter educacional​

Lidar com a comunidade no mundo dos jogos é importante. A série indica de que forma alguns projetos lidam com os fãs e com os haters, geram engajamento e mantêm as pessoas interessadas. Outro aspecto relevante que a série aponta é a preocupação com a proteção do público, principalmente o infantil, em um vasto pacote que engloba riscos e também possibilidades de sucesso.

Game Dev Brasil salienta que nem todos os jogos são apenas sobre entretenimento. Determinadas produções têm objetivos mais concretos, funções sociais como treinamento, educação nos mais diversos níveis e até oferecer conteúdo sobre assuntos complexos como informar crianças sobre o câncer.

A relação dos jogos com arte e o quanto isso impacta de fato na recepção dos consumidores são abordados em um dos episódios do seriado que a TV Brasil exibe. O programa aponta a associação dos games com arte, cultura, economia criativa, design e tecnologia.

Como o Brasil é visto no exterior quando se trata do desenvolvimento de jogos? A série investiga e compara perspectivas sobre a entrada de investimentos estrangeiros no país desde os anos 1990 até os dias de hoje. A atração debate a relevância do conteúdo nacional em diálogo com o cenário do exterior.

A indústria de jogos é global, mas ela também pode expressar culturas locais. A produção independente programada pela emissora pública aponta caminhos ao esclarecer se há interesse em jogos que revelam a própria cultura brasileira.

O seriado com primeira janela exclusiva no canal mostra como um jogo que aborda especificamente a realidade do país pode atrair não só jogadores brasileiros, mas do mundo todo, sendo uma forma de expansão potente da cultura nacional.


O seriado inédito Game Dev Brasil é apresentado na telinha da TV Brasil às quintas-feiras, às 23h, com horário alternativo na madrugada, às 2h30. A produção documental é um dos conteúdos audiovisuais selecionados pela linha de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio do Prodav TVs Públicas.

A TV Brasil é um dos canais que mais exibe conteúdo independente nacional. Além de ser uma grande apoiadora da produção de atrações dessa natureza no mercado audiovisual do país, a emissora estimula novos realizadores.

Sobre o Prodav​

O Prodav é uma parceria entre a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para incentivar a produção regional e independente.

A proposta é ofertar esse conteúdo para as emissoras públicas. A EBC distribui o material ao disponibilizar as obras para todos os canais de televisão do campo público que aderirem ao projeto. A exibição das obras também pode ser acompanhada na programação da TV Brasil por meio das emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

Destaques do primeiro episódio são o Renato Degiovani por fator histórico e a Ana Ribeiro por nostalgiabait com VR e contrato com a Atari.
Estou curioso para ver que exemplos vão botar nos próximos 9 episódios.

O seriado com primeira janela exclusiva no canal mostra como um jogo que aborda especificamente a realidade do país pode atrair não só jogadores brasileiros, mas do mundo todo, sendo uma forma de expansão potente da cultura nacional.

Programa estatal de autopunhetação para influenciar mais autopunhetação.
 
Ainda neste mês, o PCBR fez um post falando sobre a necessidade de um sindicato gamedev, enquanto o PC do B fez um artigo sobre jogos eletrônicos. Não parece ser algo orgânico, mas coordenado. O que diabos a esquerda brasileira está aprontando?
Muito simples: estão tentado angariar apoio do público gamer pro partido deles. De uns tempos para cá, a esquerda sentiu a necessidade de tentar angariar apoio online como resultado do trauma que foram as eleições de 2018 para eles.

Recentemente, eu estava assistindo vídeos que falavam sobre o MSX da Gradiente e mal eu sabia que o MSX era, na verdade, um computador fabricado pela filial japonesa da Microsoft em conjunto com a ASCII. Além disso, o MSX brasileiro, que era apenas uma versão adaptada do original japonês, usava de componentes de menor qualidade comparados à versão original.

É basicamente a mesma história do Fusca brasileiro e o Fusca alemão: são o mesmo carro mas a versão nacional é uma versão inferior do modelo original alemão.

Isso me lembrou de outra coisa: até agora nesta thread não foi comentado sobre os Famiclones produzidos aqui no Brasil, como o Phantom System e o Dynavision. Esses consoles eram melhores ou piores que o NES ou Atari? São uma tentativa fidedigna da indústria nacional de se inserir no mercado de jogos ou puro scam da política de reserva de mercado?
 
Esse vai ser o futuro dos game dev BR: licenciamento de IP.
Chinês velho bullo, estás se esqueçendo das gamificações em unity com códigos QR para exibições por aí, me lembro de quase entrar em um projeto desse para trabalhar de glátis enquanto os cabeças ganhavam uma grana por terem peixada política em um museu.
enfim, brasil é uma grande parte de pardos e pretos tentando levar vantagi sobre os outros.
Ainda neste mês, o PCBR fez um post falando sobre a necessidade de um sindicato gamedev, enquanto o PC do B fez um artigo sobre jogos eletrônicos. Não parece ser algo orgânico, mas coordenado. O que diabos a esquerda brasileira está aprontando?
pode chutar a mesma merda que aquele gordo fudido fez sobre o sindicato dos dubladores, querem botar o mercado embaixo do pé deles para ganhar dinheiro sem trabalhar e pronto.
invoco o @nidalnijmgames para dar sua opinião já que ele também está nas trincheiras dos jogos e isso invariavelmente vai afetar ele.
Muito simples: estão tentado angariar apoio do público gamer pro partido deles. De uns tempos para cá, a esquerda sentiu a necessidade de tentar angariar apoio online como resultado do trauma que foram as eleições de 2018 para eles.
rapaz o gamer médio é gado pra caralho, se pagarem uma grana para tutubers de zoomers e alphas vão seguir conforme ele cantar o hino da boiada deles ainda mais que o aborrecente e jovem adulto brasileiro médio adota visões de cobrinha, ou seja, um comuna fudido com outro nome.
 
Com uns 4 meses de atraso, o jogo acabou sendo moggado em vendas pelo 9kings já que lançou na mesma época, mas Pipistrello fez sucesso na crítica, empatando diretamente com Mullet Madjack e superando Unsighted:
Pipistrello.pngMullet.pngUnsighted.png
 
Isso me lembrou de outra coisa: até agora nesta thread não foi comentado sobre os Famiclones produzidos aqui no Brasil, como o Phantom System e o Dynavision. Esses consoles eram melhores ou piores que o NES ou Atari? São uma tentativa fidedigna da indústria nacional de se inserir no mercado de jogos ou puro scam da política de reserva de mercado?
Eles faziam o trabalho decentemente e tinham algumas firulas a mais, tipo slots duplos e controles com botão turbo; só que os materiais ainda eram de qualidade muito inferior. A única exceção à regra era o Phantom System, que realmente tentou priorizar a qualidade à economia, há até algumas pessoas que o preferem em relação ao NES original.
Ainda assim, os famiclones brasileiros ainda eram melhores que as porcarias vindas da China, tipo o Polystation.
 
Ubisoft vai voltar a trabalhar com jogo BR depois de muitos anos.
Negócio parece um Wii Sports com bonequinho do Metaverse.
Edit: E de fato são, já que no site eles faziam jogo pro Roblox e Fortnite.
Edit 2: Ex-jogador de futebol, dono de outro grande estúdio de games Brasileiro que você está só ouvindo falar pela primeira vez aqui:
A nossa indústria só cresce pra fazer shovelware de celular e mod de Roblox.
 
Last edited:
Brutal Doom provavelmente foi o ápice da indústria nacional de vídeo games, um mod inchado, onde seus imitadores fazem mais e melhor, para um jogo de mais de 30 anos.
E pra piorar, o Sgt. Mark IV foi posto pra fora do próprio projeto e do fórum Doomworld por ser problemático em todo sentido.
Não só era o típico jorge com senso de humor de channer dos anos 2000 (é sabido que nos arquivos de desenvolvimento, ele botava "nigger" pra descrever os imps), ainda ficava de picuinha com meio mundo. O ego dele foi pras alturas com a popularidade imensa que o Brutal Doom angariou, aí já viu.

Tudo bem que o Doomworld e boa parte da comunidade do Doom foi tomada por essas criaturas medonhas com parafilias sexuais doentias, mas o Mark não se ajudou nem um pouco. Virou pária na própria comunidade e é essencialmente o Phil Fish tupiniquim. Sei lá o que o cara faz da vida hoje em dia.
 
Jogo HD-2D Eden's Frontier:
Mais um caso de jogo que promete 500 mecânicas diferentes:
NEW WORLD CALLED EDENEDEN'S FRONTIER is an action RPG that blends anime-style digital art, pixel art, and 3D environments. The story begins with Blu, a young Bluveil, exploring a damp and unknown cave in his homeland. After an unexpected event, he is transported to a mysterious place, far from everything he once knew.
A GUIDE TO THE FRONTIERSThe game delivers surprising twists, “forgotten truths,” and deep reflections on the meaning of existence. Live the journeys of multiple protagonists, explore new races and kingdoms, and face hidden threats lurking in the daylight.
FRENZIED ACTION AND EXPLORATIONCombat unfolds in real time, with each playable character possessing unique abilities, level progression, and gameplay rooted in hack ’n’ slash mechanics. Freedom is also central in EDEN'S FRONTIER: characters can explore the new world alone or in groups, with players deciding how to advance—choosing between different paths and events.
DAY AND NIGHT SYSTEMThe game features a day-and-night cycle, as well as weather conditions such as rain and fog. A clock tracks the passage of time, triggering unique events on specific days or during certain periods. At night, the world becomes more hostile and challenging, demanding greater caution.
REBUILD THE CITY OF SPIRALRebuild the City of Spiral alongside Hiro, the newly (and somewhat reluctantly) elected mayor forced into leadership. Restore the marketplace with consumables, cards, and equipment; bring in specialists in travel, medicine, training, research, and more to repopulate the city.
EQUIPPABLE AND PLAYABLE CARD SYSTEMInside and outside Eden, you’ll encounter card players ready to challenge you. Cards can be obtained by purchasing boosters and through various other means. Equip cards on your characters to gain bonuses and abilities, or use them in matches with exclusive decks.
“SOUL” AND NOSTALGIC SOUNDTRACKEDEN'S FRONTIER pays tribute to the games of the ’90s and 2000s, daring to embrace the future while keeping the same “soul” of that golden era—reimagined with today’s ideas and technology.From the nostalgic soundtrack to the HD pixel art visuals and 3D environments, Eden calls to all!
Projeto multimídia de manga BR que fica punhetando bairro "asiático":
EXPANDING STORY AND REAL-WORLD LOCATIONSThe game’s narrative, led by Blu, connects to a free comic that follows Hiro’s adventures, expanding immersion even further. Players can also explore real-world locations, such as the Liberdade district in São Paulo, famous for its vibrant Asian community.
 
Projeto multimídia de manga BR que fica punhetando bairro "asiático":
Mano, me responde uma coisa: qual a tara dessa galera com a Liberdade? Porra, a partir do momento que você botar o pé pra fora da estação de metrô você vai ouvir um monte de gente falando mandarim. Liberdade atualmente está longe de ser uma Japantown e tá mais para uma versão mais fodida e suja daqueles países do sudeste asiático.

Tem otário que fala que Liberdade é o mais próximo de Tóquio no Brasil. Tá mais próximo de Nova Déli.
 
Mais uma gameplay de AILA:
Essa história de "estar preso em uma realidade virtual de terror" é uma boa justificativa para fazer zero worldbuilding e o jogo ser apenas uma showcase de um monte de tech demos desconectadas.
 
Mano, me responde uma coisa: qual a tara dessa galera com a Liberdade? Porra, a partir do momento que você botar o pé pra fora da estação de metrô você vai ouvir um monte de gente falando mandarim. Liberdade atualmente está longe de ser uma Japantown e tá mais para uma versão mais fodida e suja daqueles países do sudeste asiático.

Tem otário que fala que Liberdade é o mais próximo de Tóquio no Brasil. Tá mais próximo de Nova Déli.
Papo de DÉCADAS que não tem um japonês lá. Ficam punhetando o Japão só pelo soft power que ele tem, o bairro poderia ser uma rua só e ainda bem medíocre pra turismo (chato, caro, cafona). Não teria problema de ter um bairro asiático (chinês, que seja) mas vendem uma imagem que nada tem a ver com os tempos atuais.
Até acho engraçado, o Brasil tem bem mais libaneses, franceses, italianos e mesmo assim não vejo "bairros" desses povos. O pessoal tem que entender que Brasil é Brasil, nada mais nem nada menos. O mesmo guioza que eu como lá, eu como aqui do lado da minha casa e de praxe ainda tem açaí do lado, mil vezes mais barato que lá, pqp.

Ao invés de "mangá br", fala HQ, porra. Se eu quisesse ler mangá, eu leria, não ia ficar buscando "Made In Brazil".
 
Ao invés de "mangá br", fala HQ, porra. Se eu quisesse ler mangá, eu leria, não ia ficar buscando "Made In Brazil".
Eu como um quadrinista por hobby sempre fico "?" quando vejo qualquer não japonês com menos de 45 anos usando o termo "mangá" para se referir a qualquer HQ feita nos últimos 20 anos, gente, acho que quase tudo que é idioma tem um termo para essa mídia, não sei para que chamar tudo de "mangá" hoje em dia, no PT-BR mesmo temos um termo muito bom que é o caso do HQ/História em quadrinhos, não sei para que considerar a mesma mídia só que de cultura diferente como se fosse um outro gênero ou coisa do tipo.
 
Papo de DÉCADAS que não tem um japonês lá.
É o que eu venho falando aqui nesta thread ou na principal: a comunidade nipo-brasileira se resume a sanseis e yonseis que não falam um A de japonês (não que nisseis falassem muito mas havia maior índice de fluência desta geração), todos mestiços e todos mais abrasileirados que os nisseis. Os nisseis, ao menos, não negavam suas origens por mais que alguns não falassem japonês bem, também tinham alguns hábitos brasileiros e eram japoneses Made in Brazil comparados com os isseis que eram os próprios imigrantes.

Eu que sei o básico de japonês e não sou nikkei faço mais jus à cultura japonesa do que um João Kléber Suzuki da Silva Sauro, yonsei, que se veste igual mandrake e se comporta igual o brasileiro médio.
Ficam punhetando o Japão só pelo soft power que ele tem, o bairro poderia ser uma rua só e ainda bem medíocre pra turismo (chato, caro, cafona).
O público-alvo da Liberdade é o otaquinho médio que se veste igual ao Mateus Hwang ou a Belle Belinha e vai pra ficar sujando os arredores da estação de metrô. Mas, creio eu, que não deve ser de hoje que a Liberdade é point de alguma tribo urbana de degenerados. E mesmo assim, quando aqueles adolescentes retardados não estão lá, o lugar é sujo e insalubre pra se andar e fica evidente isso quando o bairro está vazio:

Nos dias de movimento este bairro é um verdadeiro cu para andar, sem contar o tanto de mendigo e noia que perambula por este lugar. Afinal de contas, fica perto da Sé.

O fato do bairro ter sido palco de execução de escravos e criminosos no passado e ter um cemitério clandestino de quilombolas não ajuda muito. Parece que toda a energia pesada desse passado macabro se mistura bem com a sujeira e insalubridade.

E, de fato, o bairro não tem nenhum atrativo. Nada. Tira-se as luminárias "japonesas" e o portão Torii todo pixado e cagado e você tem mais um bairro no centrão fodido de São Paulo. Veja este vídeo do Arquivo Nacional sobre a Liberdade nos anos 70 como comparativo:

E, agora, de uns tempos pra cá, desde que descobriram que havia um cemitério de quilombolas clandestino lá, começou-se todo um movimento de "resgatar a memória negra" fazendo questão de lembrar que era ali onde se pendurava escravo pelo pescoço sendo que até o começo desta década, ninguém nunca se importou com isso. Te garanto que o pessoal da Igreja dos Enforcados e da Capela dos Aflitos sempre soube do passado deste bairro mas ninguém se importava em perguntar.

Por mim, fiquem à vontade. Este bairro não tem nenhum atrativo e já é todo fodido. Eu acho até bom que resgatem esta memória pois combina com o lugar.

O engraçado é escutar de quem não é de São Paulo se maravilhar com o bairro. Ou a propaganda "turística" do bairro é forte ou o pessoal deve morar em algum buraco de merda.
O pessoal tem que entender que Brasil é Brasil, nada mais nem nada menos.
Veja bem, o bairro continua sendo brasileiro. Principalmente pelo fato de ser um bairro sujo, feio, fodido, perigoso e deprimente. Então, creio que a essência brasileira não se perdeu. A cereja do bolo é o fato de ser uma comunidade de imigrantes à moda caralha. Talvez, na próxima década, os chineses saiam daí e dão o lugar para imigrantes haitianos. Ai, sim, vai ficar bom para caralho.
Se eu quisesse ler mangá, eu leria, não ia ficar buscando "Made In Brazil".
Falando em "mangá BR", @Sparky Lurker, alguma atualização sobre o Bakustil?
 
Falando em "mangá BR", @Sparky Lurker, alguma atualização sobre o Bakustil?
Já está no cap15, mas o BR perdeu o interesse de continuar traduzindo no cap6.
A crítica original se mantém e continua difícil de se conectar a história quando o autor quer abordar temas completamente distintos.
De um lado temos um mangaka fodido em que a crush do passado, o qual ele ainda tem sentimentos e trabalha no mesmo ramo, quer sabotar o trabalho dele. De outro lado temos críticas socias foda da realidade do jovem favelado que tem que coexistir com o crime.
Os maiores destaques até agora é o João querendo virar um "hihi levei voltagem" e o jovem Edson Yuki que odeia favela.
Voltagem1.pngVoltagem2.png
Jap1.pngJap2.pngJap3.pngJap4.pngJap5.png
Detalhe que o Edson se encontra pela primeira vez com João por acaso no cap6, no cap8 o camarada é "coincidentemente" transferido pra mesma escola de João, o grande rival da nossa história que se teleporta pros locais que o protagonista frequenta.
 
Last edited:
Já está no cap15, mas o BR perdeu o interesse de continuar traduzindo no cap6.
A crítica original se mantém e continua difícil de se conectar a história quando o autor quer abordar temas completamente distintos.
De um lado temos um mangaka fodido em que a crush do passado, o qual ele ainda tem sentimentos e trabalha no mesmo ramo, quer sabotar o trabalho dele. De outro lado temos críticas socias foda da realidade do jovem favelado que tem que coexistir com o crime.
Os maiores destaques até agora é o João querendo virar um "hihi levei voltagem" e o jovem Edson Yuki que odeia favela.
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Detalhe que o Edson se encontra pela primeira vez com João por acaso no cap6, no cap8 o camarada é "coincidentemente" transferido pra mesma escola de João, o grande rival da nossa história que se teleporta pros locais que o protagonista frequenta.
Eu acho interessante que, para fazer uma crítica que incomode ou que chame a atenção do macaquileiro médio, não basta só mostrar favelado roubando fio ou dando grau de moto, tem que mostrar em como que o favelado contribui para a própria miséria enquanto quer dar tombo nos outros se escondendo atrás da narrativa de ser "pobre e sem oportunidade".

Se esse mangá se prestar a fazer isso, talvez a história fique interessante.
 
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