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- Feb 8, 2024
Esse God Hand da Shopee até que não tá feio não, viu.
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meio duro e o humor é parecido com o original.Esse God Hand da Shopee até que não tá feio não, viu.
Ótimo. Tormenta foi a pior merda que poderia ter acontecido na cena do RPG brasileiro, e o quanto antes essa porcaria for enterrada, melhor.Não há mencões do jogo de Tormenta anunciado em 2022, então a essa altura já pode ser considerado cancelado.
Eu nem lembro que raio de jogo era esse.Ótimo. Tormenta foi a pior merda que poderia ter acontecido na cena do RPG brasileiro, e o quanto antes essa porcaria for enterrada, melhor.
Eu sou completamente analfabeto na questão de RPG de mesa e a única coisa que sei de Tormenta é que Holy Avenger foi criado a partir dele, esse post no Reddit aparentemente explica o porque a franquia decaiu nos últimos anos:Eu nem lembro que raio de jogo era esse.
Não costumo frequentar aqui a comunidade, só venho para divulgar meu material.
Porém, peguei para dar uma lida aqui no tópico e meio que correndo o risco de tomar algumas pedradas resolvi responder.
Não é uma questão simples de responder então vai ser uma postagem longa.
Primeiro de tudo: Tormenta é um produto cultural que tem 25 anos. É grande para o cenário que temos de RPG que temos aqui no BR e a Jambo é líder de mercado atualmente.
Tem muito tempo que foi idealizado e tem muito tempo que tem coisa sendo produzida para ele. Então, obviamente ele passou por transformações ao longo dos anos e acabou agradando e desagradando muita gente.
Mesmo curtindo a parada, eu estou ligado que muita gente não curte por N motivos e não vou tentar dourar a pílula ou passar pano, porém nesse disse me disse, sempre tem muita coisa que fica mal comunicada.
Primeiro de tudo, vamos do principio:
Tormenta sempre teve essa pegada de ser uma colcha de retalho e misturar diversos estilos de arte em sua produção, inclusive com sua primeira obra fora do RPG sendo Holy Avenger que era um mangá com todos os tropos de mangá da época isso deixou marcado no imaginário popular de que Tormenta é esse "massavéio" feito para Otaku.
- Por ser um produto muito antigo, tem muita gente teve contato inicialmente láaaa pelas idas de 1999 início dos anos 2000 onde Tormenta chegava para um público acostumado mais com os RPGs da gringolandia com uma estética já estabelecida e chegava com artes com personagens com artes influenciadas pelo mangá e anime, muitas vezes se misturando com artes de outros estilos.
Muita gente teve contato com Tormenta aqui nesse ponto e nunca mais consumiu nada do cenário, talvez algo de TormentaD20 ou TormentaRPG e ficou com essa impressão.
A realidade é que Tormenta no seu cerne é e sempre será uma espécie de colcha de retalhos. O cenário e o jogo não se propõe a ter o mesmo "tom" em todos seus aspectos e isso se reflete em toda produção ao redor dele. Você tem livros mais densos e com personagens mais "sérios" como os da Flecha de Fogo ou da Trilogia, mas também tem personagens mais leves, mas que pisam em temas mais sérios como em Joia da Alma e agora vocÊ também tem histórias mais infanto-juvenis como as apresentadas em Dado Selvagem. Se você pegar os quadrinhos isso não foge muito, Holy Avenger é o tipico mangá de fantasia dos anos 90, mas Holy Avenger Paladina tem uma pegada muito mais atual, Ledd tem uma identidade única comparado com os outros dois e Khalifor é muito mais pesado.
Outro fator que pega muito e vi uns comentários aqui é a sexualização de personagens femininas e isso é um tópico sensível. Falo isso, porque tem pelo menos 10~15 anos que a direção de arte tem mudado e reduzido isso drasticamente em todas personagens dos livros. Tem quem curta, tem quem não curta. Eu gosto.
O exemplo mais escrachado dessa mudança é a Rainha Imperatriz Shivara Sharpblade. Se você pegar as primeiras artes dela, vai ver a mudança drástica na forma com que ela os autores retratam ela. Antigamente tinha arte dela de bunda de fora, hoje você pode ver ela como a lider guerreira que é.
E isso se reflete em todas personagens ao longo dos livros. Ainda tem uma "personagem gostosa de pouca roupa" aqui e acolá, mas isso são casos mais específicos e fogem muito daquele padrão em que a boneca quebra a coluna para mostrar o peito e a bunda nas artes.
Enfim... prosseguindo...
2) Tretas do Meio RPGistico.
Pelo o tamanho que tem Tormenta ao longo dos anos teve muitas mãos e teve muita gente que acabou não se bicando.
Antes de estar na Jambo Editora tormenta teve outra casa e quando os autores saíram da Talismã eles simplesmente forma despejados. Ao ponto que o primeiro romance quase não saiu por esse motivo.
Como RPG no Brasil é um Ovo e todo mundo se conversa, sempre teve quem comprasse um lado ou outro. Nessa treta toda.
Em Live recente até comentaram que a galera antiga tentou entrar com um processo em cima de Tormenta em 2019 para tentar abocanhar parte do dinheiro arrecadado no financiamento coletivo.
Então, mesmo que seja um fator menor na minha visão de quem acompanha isso tudo acaba tendo uma influência aqui e acolá.
Tem muito jovem dinamico que entrou na comunidade também e acha que os autores são bicho papão também, achando que eles vão entrar com processo apenas porque fizeram uma vaquinha para financiar o jogo ou por compartilharem material sendo que nunca fizeram isso. Apenas se posicionam pedindo para não piratear os produtos deles.
3) O Financiamento de 2019, Errata e a Reimpressão Jogo do Ano.
Eu acho que o cerne da raiva e hate da galera mais nova vem desse período daqui e é onde eu pretendo focar o grosso do meu papo.
Dou o braço a torcer para todo mundo que se sentiu prejudicado. Eu na época fui voz ativa dentro da comunidade pedindo para que o jogo não fosse lançado no momento que foi, mas havia muita pressão para que fosse independente do estado que estava.
Porém, vamos do principio.
Em 2019 abriram o Financiamento Coletivo para a nova versão de Tormenta, o atual Tormenta20, porque o jogo anterior já estava muito pesado e defasado. Corrigir seus problemas ia demandar muito trabalho e era melhor lançar um jogo completamente novo.
A expectativa dos caras com o próprio projeto era bem baixa comparada com o que foi o boom, eles queriam 80k apenas para fazer a nova edição e se batessem 360k iam entregar os conteúdos extras... acabou que o projeto inflou a ser 6x o valor da meta inicialmente desejada e o escopo escalou astronomicamente.
A promessa inicial é que seria um jogo bem próximo do que era o TRPG, mas durante o desenvolvimento e com os pitacos da galera o jogo acabou ficando bem diferente do que era e por conta do valor arrecadado e das metas batidas o escopo escalou absurdamente. Quem acompanhou de perto, viu que era um trabalho muito maior do que a equipe tinha planejado e isso acabou gerando atrasos na entrega.
Outro fator que pesou é que logo no ano seguinte aconteceu o que aconteceu: 2020 foi o ano que estourou a pandemia e isso afetou fortemente a produção do material.
Além disso, por conta da meta para lojistas, havia muita pressão para o lançamento do livro e lançaram o jogo em Setembro de 2020.
Durante esse tipo a galera tinha dúvida com algumas regras e o jogo recebia muito feedback, a editora tinha um programa no YouTube só para responder dúvida e a sessão de cartas da Dragão Brasil tava lotada com elas também.
Como ficava esse "disse me disse" das respostas, a editora resolveu unificar todas as respostas em um único documento oficial que é o FAQ que vinha junto da errata.
Em um dado momento, devido ao número de perguntas o Guilherme Dei Svaldi comentou que ia dar + de 400 páginas, brincando com a comunidade. Na época, a galera brincou de volta fazendo meme e tals, mas teve uma galera que levou a sério esse papo e começou a divulgar que a errata tinha o tamanho do livro.
É uma errata que em conjunto com o FAQ da umas 60 paginas +-, mas a maior parte do conteúdo são de dúvidas da comunidade em como algumas interações funcionam.
Você pode averiguar isso agora, inclusive e baixar ela do site da editora.
Com a errata e com o jogo vendendo bem, ele acabou ANTES do previsto pela a editora. Isso, se não me engano, aconteceu em 2022. Como a editora já estava planejando reimprimir o livro, eles resolveram aplicar todas as correções que já estavam nas erratas e como já tinham algum conteúdo que viriam em suplementos futuros resolveram adicionar algumas coisas extras no manual básico e ai que nasceu a versão Jogo do Ano.
Obviamente, muita gente se sentiu prejudicada, a edição jogo do ano era uma versão "corrigida" de uma parada que tinham comprado a menos de dois anos atrás. Muita gente olhou para a alteração em como os atributos eram apresentados, a nova regra de carga e as correções aplicadas e ficaram putos como se fosse uma versão nova.
Admito que: Apesar do jogo continuar o mesmo, as mudanças e clarificações são o suficiente para mudar drasticamente em como o jogo roda (apesar disso não qualificar como uma "edição nova") e quem se sentiu prejudicado tem toda razão (eu mesmo me senti na época).
Dai para frente o papo e o hate aumentou muito em cima da galera que é de fora da bolha da comunidade.
EDIT: Vale a pena comentar sobre os dois ultimos financiamentos aqui.
A Coleção Arton e o Tormenta25.
A Coleção Arton diferente do seu antecessor, até o momento não teve errata alguma e tudo foi entregue certinho e com algumas paradas até antes do prazo.
Deuses e Heróis ta prometendo ser bem igual e a galera tem estado muito por dentro dos feedbacks e com tudo melhor organizado diferente do que foi o financiamento de 2019.
De lá para cá a Jambo tem mostrado que "aprendeu" a lidar com o lançamento de seus produtos.
4) O Jogo.
Tormenta20 é um pote de mel para atrair maluco.
Como o jogo tem alta customização e é famoso o suficiente tem muito conteúdo de combo rodando por ai. MUITO CONTEÚDO DE COMBO.
É até algo que me incomoda, porque isso difundiu no imaginário coletivo que Tormenta20 é um jogo que "ou você comba, ou você morre". Junta isso a mentalidade que diferente de DnD 5e os encontros são feitos para comer possivelmente metade dos recursos do grupo e não para você só sair picotando tudo sem pensar nas suas ações isso ficou cravado no imaginário coletivo.
Eu tenho consumido muito conteúdo de Pathfinder na gringa e vejo que é um lance que parece que tanto T20 quanto PF2e recebem de comentário de quem vem da 5e. Acredito que ambos tem a mesma fonte.
A realidade é que da para você começar a jogar T20 já em um nível acima do 10 você vai ter um jogo que é diferente de quando tu começa a jogar no 1 e acho que é ai que muita gente se frustra.
O jogo roda muito bem sem você precisar combar no TALO, ele é feito para se jogar em grupo e com cada um desempenhando um papel diferente. Falo muito disso no meu blog inclusive (https://medium.com/@roenmid/list/guias-t20-5712542f12d4).
No fim é questão de gosto aqui e muita gente não curte essa pegada mais desafiadora que existe no sistema. Acho compreensível.
5) Politica, posicionamento dos autores.
Galera, não tem como. Politica esta em tudo nessa vida.
O Guilherme, Rafael e a Karen não se posicionam tanto. Porém o Leonel e o Trevisan são bem vocais, e o Cassaro já fez comentários aqui e acolá e quem acompanha o Saladino sabe muito bem das opiniões dele.
A real é: O pessoal que é mais extremista de direita acha que Tormenta foi ficando "woke" demais. A galera que é mais alinhada a esquerda muitas vezes critica Tormenta por questões problemáticas no seu cânone e em seu texto.
No fim Tormenta tem tentado melhorar alguns problemas estruturais que existem por ser fruto dos anos 90. Porém muita gente vê isso com maus olhos e acha que algumas decisões foram feitas apenas "para lacrar" como a morte de Tauron, a reestruturação do império taurico e a morte de Keenn. Outros acham que Tormenta é muito "problemático" por conta da existência dos Puristas no cenário.
Enfim... não vou entrar em detalhes, do que eu penso.
6)Rumo do Cenário.
Tem muita gente que não curte os rumos que o cenário tomou ao longo dos anos. Como eu disse acima.
Tem gente que prefere como era antes e sente falta de alguns autores que saíram. Tem gente que acha que pegam muito pesado com os elfos e eles odeiam toda uma raça. Tem gente que odeia os minotauros por causa da sociedade taurica. Tem gente que odeia a presença dos puristas. Tem gente que acha que os Duyshidakk são uma alegoria para o comunismo e por isso os odeia.
Ai é questão de gosto mesmo. Nem vou falar muito disso, mas com várias mudanças a galera começa a misturar o tópico 5 com o 6 e fazer um bololo e teorias malucas.
A real é que tanto avançando ou retrocedendo sempre vai ter gente curtindo ou não curtindo o que é feito.
Conclusão
Enfim... eu gostaria de ter linkado imagens e prints de diferentes coisas que aconteceram em diferentes épocas para ilustrar o que eu tava falando. Porém você ai tem Google. Abre ai, joga algo que eu falei e confere.
Não tenho muito mais o que dizer. Tem muita água que passou, passa e ainda passará por essa ponte e coisas que possivelmente eu esqueci de comentar porque to fazendo isso entre uma pausa e outra do meu trabalho.
Se tu leu até aqui, parabéns pela paciência de ler esse linguição de texto. Só não te desejo um beijo na boca porque eu sou casado.
O post do @Sparky Lurker já explica bastante, mas pra resumir: Tormenta é um sistema de TTRPG brasileiro que praticamente dominou a cena do final dos anos 90 até o meio dos anos 10. É o supra-sumo da bostilidade: extremamente derivativo, totalmente baseado em cultura pop e muito, mas MUITO fetichista. O mundo do jogo (Arton) é uma colcha de retalhos absurda e sem sentido que copia superficialmente Forgotten Realms e Legend of Five Rings. Eu tenho profundo desprezo aos envolvidos por criar essa porcaria.Eu nem lembro que raio de jogo era esse.
Nunca foi do rolê do RPG então eu estava por fora, mas eu não fico surpreso que brasileiros tenham conseguido fazer algo tosco, ainda mais se tratando de um gênero extremamente complexo e que requer muita critatividade. Brasileiro não consegue fazer um beat 'em up simples sem fazer merda, o que dizer de um jogo de RPG?O post do @Sparky Lurker já explica bastante, mas pra resumir: Tormenta é um sistema de TTRPG brasileiro que praticamente dominou a cena do final dos anos 90 até o meio dos anos 10. É o supra-sumo da bostilidade: extremamente derivativo, totalmente baseado em cultura pop e muito, mas MUITO fetichista. O mundo do jogo (Arton) é uma colcha de retalhos absurda e sem sentido que copia superficialmente Forgotten Realms e Legend of Five Rings. Eu tenho profundo desprezo aos envolvidos por criar essa porcaria.
Já ouvi falar deste mangá. Nunca li mas me parece ser uma tremenda bosta também.Holy Avenger
Eu me pergunto como que devia ser a cultura otaku nesta época, pois eu peguei cultura otaku do final dos anos 2000 pra começo dos anos 2010. Da década de 90, por ter registro na Internet, eu só posso falar da dublagem de animes que era uma tremenda merda.boom dos animes e mangás no Brasil durante os anos 90
Chega a tanto assim?Desculpem-me por desviar do assunto, mas é que Tormenta legitimamente me deixa enfurecido.
Honestamente, não era ruim. Nós tivemos sorte na escolha dos animes que as emissoras decidiram passar aqui: Dragon Ball (o SBT transmitia a primeira saga com o Goku criança; e a Band anos depois transmitiu DBZ), Rayearth, Fly (Dragon Quest), Speed Racer, Sailor Moon, Sakura Card Captors, Rurouni Kenshin, Pokemon, Yu-Gi-Oh... E claro, o 'fenômeno' Saint Seya. A dublagem não era grande coisa, variando muito em qualidade e no quanto interferia nas tramas - a dublagem de Yu Yu Hakusho é famosa por ser extremamente localizada a ponto de incomodar (muita gente gosta daquilo); e a de Yu-Gi-Oh tinha falhas de tradução tosquíssimas.Eu me pergunto como que devia ser a cultura otaku nesta época, pois eu peguei cultura otaku do final dos anos 2000 pra começo dos anos 2010. Da década de 90, por ter registro na Internet, eu só posso falar da dublagem de animes que era uma tremenda merda.
Sim. Eles basicamente mantiveram um monopólio criativo por muito tempo, influenciando o hobbie de maneira bem negativa. A revista Dragão era a principal fonte de informações sobre RPG no Brasil, e eles obviamente puxavam a sardinha para o sistema - parte dos autores de Tormenta eram editores/escreviam para a revista. Era o típico circlejerk de amigos que moldaram muito o RPG no Brasil de acordo com seus gostos e fetiches pessoais. É engraçado perceber como a influência deles caiu drasticamente a partir do momento em que a internet se torna acessível na palma da mão: as opções se multiplicaram da noite para o dia, e aos poucos eles não eram mais as 'autoridades no assunto'.Chega a tanto assim?
Ou aquela porra de Pica-Pau. Tem gente que ainda fica repetindo aqueles bordões chatos da dublagem da versão clássica. Na década de 2010 esses bordões viraram memes, não sei por que.finalmente haviam desenhos mais interessantes do que aquele monte de Hana-Barbera e Disney que era reprisado à exaustão
A resposta tá aí: Internet. Foi pelo mesmo motivo que a MTV Brasil foi pro caralho porque, antes, o pessoal dependia exclusivamente da MTV pra ver videoclipe. Depois que a Internet se popularizou, o pessoal não dependia mais da MTV pra ver videoclipe e podia ver na hora que desse na telha, isso na época em que a Internet não era tão rápida quanto é hoje.É engraçado perceber como a influência deles caiu drasticamente a partir do momento em que a internet se torna acessível na palma da mão: as opções se multiplicaram da noite para o dia, e aos poucos eles não eram mais as 'autoridades no assunto'.
Eu também tenho essa dúvida e, francamente, não consigo chegar a uma resposta. Minha teoria é a de que as emissoras apostaram em desenhos baratos de importar na época, e coincidentemente os animes velhos corresponderam ao perfil naquele momento. Foi um fenômeno que aconteceu em vários canais ao mesmo tempo, e isso me faz pensar que o motivo foi puramente financeiro - nos anos 2000 a tradição se manteve, já que os velhacos da TV não entendiam como a internet os estava deixando obsoletos.Aliás, por que estes animes demoraram tanto pra chegar no Brasil?
O dano que Mundo Canibal causou na internet brasileira é irreversível.Na década de 2010 esses bordões viraram memes, não sei por que.
Lenta, feia, ineficiente, antiquada, e totalmente baseada em refugo sucateado de primeiro mundo. Igual aos carros da Gurgel.Eu me pergunto como que seria a Internet tupiniquim se ainda estivéssemos na Ditadura Militar.
Como assim? Gostaria de mais detalhes...O dano que Mundo Canibal causou na internet brasileira é irreversível.
A cultura meme da internet brasileira foi sacramentada por causa desse site. Não posso afirmar que foi tudo culpa deles - jargões repetitivos sempre foram a marca registrada do humor brasileiro com a notória exceção dos Trapalhões. Mundo Canibal levou essa tradição adiante em seus vídeos e, como eles foram os pioneiros do humor na internet brasileira, acabaram por influenciar o comportamento tupiniquim na internet - brasileiro é notório por 'não levar nada a sério'. O site fazia paródias sobre muita coisa: religioso, Chuck Norris, com o Bin Laden, homossexuais, etc. Qualquer merda era motivo de piada, o linguajar era bastante escrachado, e vários temas circulavam repetidos.Como assim? Gostaria de mais detalhes...
E eu sempre achando que foi por causa daqueles memes do Rage Comics que foram traduzidos pro PT-BR. Agora, humor escrachado feito em Flash já era feito pelo Humortadela que é mais antigo que o Mundo Canibal, só que o Humortadela virou sinônimo de anos 2000 e inclusão digital.A cultura meme da internet brasileira foi sacramentada por causa desse site.
Acho que o que separava o Mundo Canibal do resto era que o Mundo Canibal não tinha receio de tocar em temas bastante sensíveis que nem o Pânico, nem Fudêncio, nem ninguém tinha colhões de abordar. Óbvio que isso se dava ao fato do Mundo Canibal não fazer parte da mídia televisiva.O site fazia paródias sobre muita coisa: religioso, Chuck Norris, com o Bin Laden, homossexuais, etc. Qualquer merda era motivo de piada, o linguajar era bastante escrachado, e vários temas circulavam repetidos.
Então, acho que foi aí que o Mundo Canibal começou a entrar em declínio porque ParToba e outros vídeos já estavam enjoativos demais e eles não trocaram o disco. Por mais que isso seja a essência do humor bostileiro, esse tipo de coisa cansa e fica restrito à geração que acompanha porque a próxima geração vai achar sem graça. Mundo Canibal ficou datado pra cacete.Quando o conceito de meme se solidificou na internet como um todo, o brasileiro já estava bem à frente no jogo - por isso qualquer porcaria vira meme por aqui, meio que sempre foi nossa cultura humorística. Acho que até coisas como o Pânico na TV influenciaram bastante essa fixação em transformar tudo em meme, então talvez eu esteja exagerando na minha crítica ao site.
acho que os memes da sam foram piores. mundo canibal era só um produto da época (senhor donidizil ainda é engraçado). a ideia de qualquer porcaria ser um meme forçado entre a massa veio daquele viado do felix.O dano que Mundo Canibal causou na internet brasileira é irreversível.
Esses foram o suprassumo da inclusão digital. Puta que pariu, não dá mais pra associar o tema de abertura do Arnold sem lembrar dessa bosta de página de tanto que eles usaram essa música.acho que os memes da sam foram piores