PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

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Mais um grande artigo para destrinchar:

Por que o Brasil ainda não é uma potência na criação de jogos de videogame?​

Mercado brasileiro tem potencial, mas barreiras estariam mais dispostas a atrapalhar do que a ajudar

O Brasil é um gigante no consumo de videogames, com um mercado que movimenta bilhões de reais anualmente e uma base de jogadores apaixonados que rivaliza com algumas das maiores indústrias do mundo.

No entanto, quando o assunto é a criação de jogos, o país ainda patina para alcançar o status de potência global, ficando atrás de nações como Estados Unidos, Japão, Canadá e Polônia, que dominam a produção de títulos de renome internacional.

Apesar de avanços notáveis nos últimos anos, com estúdios brasileiros ganhando destaque em eventos globais, uma série de obstáculos estruturais, culturais e econômicos impede o país de brilhar no cenário mundial do desenvolvimento de jogos.
Grande introdução, vamos ver se teremos a resposta desta pergunta que nos atormenta por 3 décadas já.

Falta de investimento e incentivos governamentais​

Desenvolver um videogame competitivo no mercado global é uma jornada cara, que exige investimentos robustos em tecnologia, equipes qualificadas, marketing e distribuição.

Países como o Canadá e a Austrália se destacam por oferecerem incentivos fiscais generosos e programas governamentais que apoiam estúdios locais, permitindo que até pequenas empresas cresçam e alcancem projeção internacional.

No Brasil, porém, o cenário é bem diferente. As linhas de financiamento para a indústria de games são escassas, e os programas de apoio, como os oferecidos pela Ancine ou pelo BNDES, muitas vezes não acompanham as necessidades dinâmicas do setor.

Sem esse suporte, estúdios brasileiros, especialmente os independentes, enfrentam dificuldades para escalar projetos ambiciosos que possam competir com produções AAA, como The Last of Us ou Cyberpunk 2077 — em comparação com a alta concorrência.

Além disso, o acesso a editais culturais é frequentemente burocrático e não prioriza o desenvolvimento de jogos como uma indústria estratégica, ao contrário do que ocorre com o cinema ou a música. Essa ausência de políticas públicas robustas limita a capacidade dos estúdios de investir em inovação e de se inserir no mercado global.
Temos que abrir mais a torneira, mas ninguém está a fim de saber para onde vai a água, dos 20 milhões da Ancine não saiu nada, dos sei-lá-quantos milhões da Lei Paulo Gustavo também não está mostrando resultados.
Nos tempos mais recentes cada vez está aparacendo mais aberrações na indústria de games em geral por mau uso do dinheiro público dos seus respectivos países, Cyberpunk 2077 inclusive criou um furdúncio por ser uma proposta enganosa, mas o BR vai continuar batendo nessa tecla até o fedor de lixo ser difícil de ignorar.

Dificuldade na captação de investidores​

Outro desafio significativo é a dificuldade de atrair investidores, tanto nacionais quanto internacionais. O mercado brasileiro de games ainda é percebido como de alto risco por fundos de capital de risco e publishers, devido à ausência de um histórico de blockbusters comerciais que sirvam como prova de viabilidade.

Em contraste, mercados consolidados como o norte-americano ou o europeu contam com uma rede bem estabelecida de investidores especializados, que financiam desde estúdios iniciantes até grandes produções AAA.

No Brasil, muitos estúdios precisam recorrer a financiamentos coletivos, como o Kickstarter, ou a parcerias pontuais, que nem sempre garantem a sustentabilidade financeira de longo prazo. A falta de confiança no potencial comercial dos jogos brasileiros também é agravada pela ausência de uma vitrine global para os títulos nacionais.

Enquanto eventos como a Game Developers Conference (GDC) e a gamescom atraem atenção mundial, os estúdios brasileiros muitas vezes enfrentam barreiras financeiras para participar dessas feiras, o que reduz sua visibilidade junto a investidores estrangeiros.

Maioria dos estúdios que tão começando precisa de crowdfunding com uma boa proposta, dinheiro não cai de céu se não mostrar serviço. Quer falar de investidores? Pergunta pro CEO da DX Gameworks o que fizeram com 10 milhões, só isso mostra a confiabilidade dessa indústria.

Escassez de mão de obra qualificada​

Embora o Brasil tenha uma comunidade criativa e talentosa, com desenvolvedores que já demonstraram competência em projetos de qualidade, há uma carência de profissionais altamente especializados em áreas cruciais do desenvolvimento de jogos, como game design, inteligência artificial, animação 3D e programação avançada em engines como Unreal Engine e Unity.

Essa escassez é parcialmente explicada pela formação acadêmica: os cursos de graduação e pós-graduação voltados para jogos ainda são poucos e, muitas vezes, não acompanham as demandas do mercado internacional.

Outro problema é a fuga de talentos. Muitos desenvolvedores brasileiros, ao alcançarem um nível elevado de qualificação, optam por trabalhar em grandes estúdios no exterior, atraídos por melhores salários, infraestrutura de ponta e oportunidades de trabalhar em projetos de grande visibilidade.

Essa drenagem de talentos enfraquece a capacidade do Brasil de construir equipes robustas e competitivas localmente, criando um ciclo vicioso que dificulta o crescimento da indústria.

Esse é o ponto mais interessante desse artigo, o problema é que os "idea guys" e os "qualificados" não se batem, o cara que sabe mexer em várias engines não vai querer desperdiçar o seu talento trabalhando em projetos nacionais medíocres, e vai procurar oportunidades no "Outsource" ou no exterior.
Enquanto isso nossos "ideas guys" sustentando a indústria nacional vão fazer jogo de índio #7431 em pixel art ou com gráficos de PS2.

Barreiras burocráticas e tributárias​

O ambiente regulatório brasileiro é outro entrave significativo. A carga tributária sobre hardware, software e serviços relacionados ao desenvolvimento de jogos é elevada, o que encarece a produção e reduz a competitividade dos estúdios nacionais.

A importação de equipamentos como computadores de ponta, consoles para testes e licenças de softwares especializados também é impactada por impostos e taxas alfandegárias, tornando o custo operacional muito mais alto do que em países com políticas fiscais favoráveis, como Cingapura, Irlanda ou até mesmo a Polônia.

Além disso, a burocracia para abrir e manter uma empresa no Brasil consome tempo e recursos que poderiam ser direcionados à criação de jogos. Enquanto países líderes no mercado de games oferecem incentivos fiscais e processos simplificados para startups de tecnologia, o Brasil ainda impõe barreiras que desencorajam o empreendedorismo no setor.

Esse ponto pode até ser válido, o problema é que não existem estúdios grandes o suficiente para isso chegar a ser um problema relevante, a maioria não conseguiu nem fazer o ABC ainda.

Cultura de consumo em detrimento da produção​

O Brasil é um dos maiores mercados consumidores de videogames do mundo, com uma base de jogadores que abrange todas as faixas etárias e plataformas. No entanto, essa paixão pelo consumo não se traduz automaticamente em apoio à produção nacional.

Muitos jogadores brasileiros estão habituados a consumir jogos estrangeiros, especialmente títulos AAA de grandes publishers como EA, Ubisoft e Rockstar, e desconhecem ou hesitam em apoiar produções locais.

Essa preferência por jogos importados reflete, em parte, a falta de campanhas de marketing robustas para os jogos brasileiros e a ausência de uma cultura consolidada de valorização do produto nacional.

A percepção de que jogos brasileiros são indies ou de menor qualidade também prejudica a aceitação no mercado interno. Embora estúdios como a Aquiris (Horizon Chase Turbo) e a Pulsatrix Studios (Fobia – St. Dinfna Hotel ) tenham conquistado reconhecimento, muitos jogadores ainda não associam o Brasil a jogos de alto impacto.
Um ponto burro, não adianta mais ficar nessa de "complexo de vira-lata", o desenvolvedor e a mídia tem que fazer o seu trabalho se quer que um jogo bom ganhe destaque. Mullet Madjack só fez sucesso porque tinha uma proposta mais única e souberam mandar cópias dos jogos pros influencer certos divulgarem, tanto Brasileiros como gringos.

Ausência de propriedades intelectuais (IPs) globais
Um dos fatores que distinguem potências na indústria de games é a criação de propriedades intelectuais (IPs) icônicas, capazes de conquistar o público global e gerar franquias duradouras. Exemplos como The Witcher (Polônia), Dark Souls (Japão) e Hollow Knight (Austrália) mostram como uma única IP bem-sucedida pode colocar um país no mapa do desenvolvimento de jogos.

No Brasil, embora haja jogos de qualidade, nenhum alcançou o status de fenômeno global. Títulos como Horizon Chase Turbo e Dofus (produzido pela Ankama, com forte influência de desenvolvedores brasileiros) são elogiados, mas ainda não têm o impacto cultural ou comercial de franquias internacionais.

A criação de uma IP global exige não apenas criatividade, mas também recursos financeiros, estratégias de marketing eficazes e uma rede de distribuição que alcance mercados como América do Norte, Europa e Ásia. Sem esses elementos, os jogos brasileiros tendem a permanecer em nichos, mesmo quando bem recebidos pela crítica.
Nós não temos IPs fortes porque o BR simplesmente não tem criatividade, essas ideias de copiar gêneros batidos (Dark Souls, Pokemon, GTA) e de circlejerk cultural (cangaço, índio, favela) simplesmente não gera uma identidade forte o suficiente para se tornar uma IP.
Horizon Chase Turbo não tem impacto cultural porque é simplesmente um jogo sustentando pela nostalgia de uma trilogia do Super Nintendo, referenciando jogo do Mega Drive com DLC do Ayrton Senna nos 30 do segundo tempo não vai mudar a visão geral sobre o jogo. (Dofus nem devia estar aí, já que é Francês.)

O Brasil pode se tornar uma potência em jogos de videogame?​

Apesar dos desafios, o Brasil tem mostrado sinais promissores de evolução na indústria de games. O crescimento de estúdios independentes, como Behold Studios (Chroma Squad) e Pulsatrix Studios (Fobia – St. Dinfna Hotel), demonstra o potencial criativo do país.

Eventos como o BIG Festival, o maior festival de jogos independentes da América Latina, têm colocado o Brasil no radar internacional, atraindo olhares de publishers e investidores. Além disso, o mercado de jogos mobile, que exige menos investimento inicial do que jogos para consoles ou PC, tem se mostrado uma porta de entrada para desenvolvedores brasileiros alcançarem públicos globais.

Para que o Brasil se torne uma potência, é essencial atacar os gargalos identificados. O governo precisa criar políticas públicas específicas para o setor, como incentivos fiscais e linhas de crédito acessíveis. Universidades e instituições de ensino devem investir em cursos de formação alinhados às demandas do mercado global.

Os estúdios, por sua vez, podem se beneficiar de parcerias internacionais e da participação em eventos globais para ganhar visibilidade. Por fim, a sociedade brasileira precisa abraçar os jogos nacionais, valorizando o trabalho dos desenvolvedores locais e ajudando a construir uma cultura de produção tão vibrante quanto a de consumo.

O Brasil tem todos os ingredientes para se tornar uma potência na criação de jogos de videogame: uma base de consumidores apaixonados, uma rica diversidade cultural que pode inspirar narrativas únicas e uma comunidade de desenvolvedores talentosos.

No entanto, barreiras como a falta de investimento, a escassez de mão de obra especializada, entraves burocráticos e a ausência de IPs globais ainda limitam o crescimento do setor.

Com esforços coordenados entre governo, iniciativa privada e sociedade, o Brasil pode superar esses desafios e, quem sabe, lançar o próximo grande hit que conquistará o mundo. O primeiro passo já foi dado – agora, é hora de acelerar.
Já lancei a braba aqui:
Acho que já está muito tarde para indústria nacional se estabelecer como uma potência, o destino de qualquer estúdio hoje em dia que criar um jogo bem-sucedido é ser abocanhado por outra empresa, rdein e Feperd são "lobos solitários", então nada vai acontecer com eles. Agora um estúdio mais profissional, como Aquiris, vai acabar sendo consumido por algum gigante do mercado, o destino da maioria das IPs independentes bem sucedidas dos anos 2010 foi esse (Minecraft, Rocket League, Risk of Rain, Don't Starve, etc.), raríssimos casos, como Dead by Daylight, se manteram independentes, mesmo assim com forte investimento externo de empresas como a Netease.

Aqui no BR, grandes empresas do passado, como a Tectoy e a Hoplon, escolheram o caminho da mediocridade, e empresa que recebe investimento, como a DX Gameworks, enfia todo o dinheiro na bunda, aí só fica os cata-shovelware, como a QUByte Interactive e a GoGo Games Interactive, para "ajudar" os debilitados.
O artigo só consegue mencionar 3 estúdios:
Aquiris: Virou troféu empalhado do Titio Sweeney.
Behold: Chroma Squad já fez 10 anos, perderam os direitos da franquia Pen and Paper, Out of Space geral babou o ovo no lançamento e hoje ninguém mais lembra e Cosplay Club já está quase 2 anos no Early Access com menos de 50 reviews na Steam. Behold já virou relíquia do passado.
Pulsatrix: Muito cedo para falar qualquer coisa, Fobia fez sucesso mas ainda estamos esperando AILA, pode ser que vire uma Frictional Games/Red Barrels nacional, pode ser varrida para debaixo do tapete no setor de "Outsource" ou virar troféu empalhado de uma empresa grande assim como a Aquiris.

Na questão de publisher estamos piores, de 6 em 6 meses surge uma nova falando que vai mudar a indústria nacional para no final só lançar mais do mesmo.
Naquele showcase da Nuntius Games se vê 2 clones de Castlevania e 3 clones de Vampire Survivor, o jogo mais ambicioso ali foi Damned 2, que foi abandonado pela Tectoy, porém "Asymmetric Horror" já tá virando um gênero tão batido como "Souls-like" então acabo duvidando do sucesso do mesmo.
Até agora o único jogo lançado por uma publisher Brasileira que fez sucesso foi Mullet Madjack pela Epopeia Games, e por vezes parece até ser sorte de principiante considerando o jeito que as coisas andam para Gaucho and the Grassland e o fato de não terem anunciado mais nenhum jogo novo desde então.
O resto das outras publishers tem grande chances de acabarem sumindo com o tempo, salve exceções para a Nuuvem que já trabalha na área de distribuição digital de jogos e a Qubyte que tem um ganha pão com port moderno de jogo retro e recentemente começou a publicar jogos estrangeiros.
 
Last edited:
Temos que abrir mais a torneira, mas ninguém está a fim de saber para onde vai a água, dos 20 milhões da Ancine não saiu nada, dos sei-lá-quantos milhões da Lei Paulo Gustavo também não está mostrando resultados.
Ninguém, absolutamente ninguém, seja lá que ideologia defende, seja lá que projeto seja a favor ou contra, ninguém toca nesse assunto de "Onde vai parar o dinheiro do contribuinte?".

Eu sou da opinião que a resposta pra essa pergunta é lavagem de dinheiro, compra de voto, enriquecimento ilícito, superfaturamento, fraude de licitação (no caso, edital), caixa dois e qualquer outro esquema de corrupção. Partido nenhum, político nenhum, ativista nenhum e militante nenhum vai reconhecer esse problema. Não porque não sabem, mas porque não é conveniente.

Aí acontece o quê? Escrevem artigo dizendo que têm que ter mais investimento. Investimento esse que vai resultar em mais taxações ou aumento de taxações existentes até porque esse dinheiro tem que sair de algum lugar.
Os impostos aumentaram meus jogos, eu paguei imposto pro governo, os deputados aumentaram imposto dentro do meu país. Eu fui taxado por 2050 homens diferentes, 2050 homens diferentes taxaram meus produtos e injetaram dinheiro. Eu paguei imposto para 2050 homens diferentes. Eu bati o recorde mundial em pagar imposto. Eu sou um taxado, eu gosto de ser taxado, eu amo ser taxado, eu AMO ser taxado.

10400 homens diferentes me taxaram no matagal.

A Dalva é uma taxada que paga vários impostos! A Dalva é taxada, tá pagando vários impostos, vários homens diferentes taxando os jogos da Dalva!
Maioria dos estúdios que tão começando precisa de crowdfunding com uma boa proposta, dinheiro não cai de céu se não mostrar serviço.
Maioria dos estúdios se ilude achando que joguinho bosta vai alavancar eles. Sempre batendo na mesma tecla, sempre insistindo nos mesmos erros e sempre fazendo a mesma merda. Isso se não forem empresas de fachada pra algum empresário lavar dinheiro.
Esse é o ponto mais interessante desse artigo, o problema é que os "idea guys" e os "qualificados" não se batem, o cara que sabe mexer em várias engines não vai querer desperdiçar o seu talento trabalhando em projetos nacionais medíocres, e vai procurar oportunidades no "Outsource" ou no exterior.
Enquanto isso nossos "ideas guys" sustentando a indústria nacional vão fazer jogo de índio #7431 em pixel art ou com gráficos de PS2.
Os "idealizadores" não fazem ideia do trabalho que é fazer um jogo e muito menos possuem alguma ideia diferente do que todo mundo já faz. Eles acham que dev vive de caridade e ficam putos quando não encontram algum trouxa ufanista de merda disposto a ser mais sobrecarregado de trabalho do que um chinês em uma fábrica e ganhando merda nenhuma em troca.

E pra piorar, eles são da turminha que querem fazer joguinho genérico de circlejerk cultural ou de ação afirmativa.
Um ponto burro, não adianta mais ficar nessa de "complexo de vira-lata"
Esse jargão é o Ás na Manga de todo nacionalistinha de bosta que quer justificar a incompetência desse país em estabelecer uma indústria funcional e ignora todos os problemas organizacionais e sistêmicos desta latrina do caralho e eu quero aproveitar a deixa pra citar um comentário meu falando do Rubem Gonzalez que tem a haver com o assunto:
o Rubão é o típico "nacionalista" tupiniquim que não passa de um ufanista retardado que quer aplicar políticas de protecionismo e "incentivar" (pela milésima vez) as indústrias capengas deste país fazendo a gente voltar à época do Governo Militar onde a inflação estava na casa do caralho e o brasileiro classe média anadava com a porra de uma carroça velha e defasada que era o que as montadoras tinham à oferecer ao povo e pau no seu cu se você quisesse importar um produto estrangeiro que tinha uma qualidade melhor.

Não é a toa que, nas palavras do próprio Rubão, tem muito petista que acaba concordando com ele. Por quê será?

Da mesma forma que o pessoal do Integralismo, ele é um pelego que quer aplicar políticas que não surtiriam efeito hoje em dia e escantearia o Brasil ainda mais. Você não vai ver esse camarada indo ao cerne do problema que é a corrupção sistêmica, o nacionalismo de meia-pataca que abre o cu pra banco internacional pra fazer dívida, os autoproclamados nacionalistas que exploram o sistema a seu favor, as indústrias sucateadas deste país que já eram sucateadas antes do liberalismo à brasileira e a monopolização de qualquer serviço.
Já tem décadas que o nacionalismo brasileiro se mostrou, não só completamente decadente mas morimbundo e putrefato. O "incentivar" que eu me refiro no comentário é justamente a putaria que a gente comenta aqui que rola nessa patifaria de captar dinheiro de edital pra fazer jogo merda que leva anos pra ficar pronto ou é anunciado uma vez pra nunca mais se ouvir falar nele. E o "incentivo" que esses cornos querem é justamente liberar mais verba pública que sabe-se lá onde que vai parar. Esses ideólogos ditos nacionalistas que a gente vê no YouTube com certeza são oposição inorgânica ou gente querendo faturar com views.

É só pegar a história da Gurgel e fazer um paralelo: um engenheiro mecânico pegou o motor do Fusca, botou uma carcaça feita de fibra de vidro com um design feio e cobrou o olho da cara e achou que ia faturar e alavancar a indústria nacional de automóveis. Na prática, se o peão comprasse um Fusca ou uma Brasília sairia mais em conta e tinha tudo que um Gurgel podia oferecer, além de haver mais chances de sobreviver a um impacto.

E como que a Gurgel durou o tempo que durou? Bem, do mesmo jeito que a gente tem esse monte de estúdio mequetrefe que vive de fazer jogo bosta: incentivo fiscal.

O que a Gurgel fez? Melhorou seus produtos e baixou o preço? Porra nenhuma. Insistiu nessa tática até o dia que teve que declarar falência principalmente porque não tinha mais os militares no poder pra ele pendurar no saco já que o Collor fez o favor de estourar o cadeado do mercado doméstico.

A mesma coisa se aplica a indústria tecnológica deste país de merda.

A essa altura do campeonato já tá chato ficar repetindo isso mas enquanto o brasileiro não deixar de lado esse patriotismo terceiro-mundista e não focar no núcleo do probelma que afeta praticamente tudo neste país, a história aqui vai se repetir incontáveis vezes. Seja com jogo, seja com carro, seja com computador, etc.

E aí é que está o pulo do gato: nacionalistas estão pouco se fodendo para o Brasil. Eles estão cagando e andando para o progresso da nação. Eles querem saber apenas da panelinha deles. Da mesma maneira que a Gurgel só queria mamar nas tetas do governo fazendo carro bosta e não melhorar o seu produto, esses estúdios que alegam querer ver o Brasil de igual para igual com as outras nações, bravateando sandices como "nossa cultura rica", "nosso país rico", "nossa história rica" enquanto não conseguem fazer um jogo que preste querem apenas mamar na teta do governo enquanto captam dinheiro de edital pra fazer jogo Made in Brazil.

O sonho de todo ufanista filho da puta é monopolizar serviços igual uma máfia e ser a única opção pro público onde eles cagam na cara e gritam "Brasil, ame-o ou deixe-o."

E justificam essa palhaçada com aquele papo furado que nós aqui do fazendão já conhecemos, mas o público-alvo acredita e não questiona.

Eles estão pouco se fodendo se já existem incontáveis jogos seguindo a mesma fórmula batida, se existem vários jogos que nunca saem do papel e se o governo já injeta dinheiro pra caralho que a maior parte vai pra conta bancária de alguma quadrilha qualquer. Eles só querem vantagem e não ter que se dar ao trabalho de fazer um produto que presta. Este é e sempre foi a base, o sustentáculo do nacionalismo bostileiro. HIHI LEVEI VANTAGEM.

A parte boa é que essa festa tem hora marcada pra acabar. O avanço da tecnologia vai enterrando cada vez mais os jogos brasileiros pois enquanto jogos estrangeiros evoluem nos gráficos e mecânicas de jogo, os produtos nacionais ainda apelam pra nostalgia barata com gráfico e mecânica defasada. A não ser que algum governo decida fechar o Brasil pro resto do mundo, esses jogos e estúdios brasileiros vão ficando cada vez mais pra trás e, na próxima crise econômica, a torneira do financiamento vai secar e isso vai ser o último prego no caixão dessa indústria capenga.
Nós não temos IPs fortes porque o BR simplesmente não tem criatividade, essas ideias de copiar gêneros batidos (Dark Souls, Pokemon, GTA) e de circlejerk cultural (cangaço, índio, favela) simplesmente não gera uma identidade forte o suficiente para se tornar uma IP.
Mais uma vez vou citar outro comentário meu de páginas atrás dessa mesma thread:
Um exemplo do que eu falo: Um jogo com uma mistura de mecânicas do Assassin's Creed e RDR que se passa no sertao nordestino na época do cangaço ou no interior de SP na época dos tropeiros ou até mesmo em épocas contemporâneas tais como Ditadura Militar, Era Vargas ou o período atual. Porém, com personagens que tenham histórias próprias e carisma ao invés de serem avatares genéricos com roupas genericamente brasileiras em um ambiente genericamente brasileiro e é justamente nesta parte que os devs brasileiros ou tem preguiça de trabalhar em cima ou não tem competência para tal. Inclusive, se for revisar a história do Mercado de Juegos Brasileño™, nem os melhores jogos parecem atender este requisito.

RDR tem sua fanbase não por ser apenas um jogo americano shoot 'em up genérico que se passa no Velho Oeste. Ele tem história, personagens, desenvolvimento dos mesmos, missões que fazem sentido e que sao estruturadas e gameplay dinâmica e funcional.

Yakuza tem sua fanbase não por ser apenas um jogo japonês beat 'em up genérico que se passa no Japão moderno. Ele tem história, personagem, carisma e gameplay dinâmica e funcional.

E nao que isso seja um bom parâmetro ou prioridade na hora de desenvolver um jogo mas os shitposts com os memes feitos sobre o Yakuza são bem mais toleráveis, menos cancerígenos e melhor lembrados do que um Zueirama da vida cujo o foco é ser um shitpost defasado onde você só clica pra direita pra ganhar a porra do jogo.
Esse comentário meu já tem um ano que foi feito mas, na realidade, ele é atemporal.

Acho que esse vai ser meu último comentário TL;DR porque meio que não tem mais o que discutir. Já está claro pra todo mundo que não seja um retardado cegado por ideologia política que o Brasil nunca fez por merecer pra estar lado a lado de outras potências mundiais e essa indústria lixo que a gente tem é só consequência de um problema estrutural maior que sempre ditou os rumos desta nação. Nacionalismo e patriotismo é muito bom e bonitinho mas o brasileiro quer um produto que não seja uma completa bosta e se o Brasil não tem a capacidade de atender essa demanda sem ficar engambelando o próprio público com mentiras e jargões prontos, uma indústria estrangeira mais competente vai atender essa demanda. Foi assim com carros, foi assim com computadores e será assim com jogos.

Aí, o Brasil escolhe se recebe essa indústria de braços abertos ou se barra ela e a gente se contenta com porcaria.
 
Last edited:
Temos que abrir mais a torneira, mas ninguém está a fim de saber para onde vai a água, dos 20 milhões da Ancine não saiu nada, dos sei-lá-quantos milhões da Lei Paulo Gustavo também não está mostrando resultados.
"We need mo money fo dem programs"
 
Nier da retroescavadeira:
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Falando como um órfão de Road Rash, um joguinho bobo porém divertido nos moldes dessas partes de moto do trailer seria muito bem vindo.
 

Quantas referências datadas vocês conseguem identificar?
2? Não acompanho a """indústria""" nacional de videogame, quando é que o primeiro foi lançado? E qual é a necessidade de fazer uma continuação quando ela sai desse jeito todo atrasado, cheio de referência que não vejo faz alguns anos
 
O único tema que essas idiotas ficam utilizando é esse de favela, nada mais. Honestamente não sei se isso é realmente falta de criatividade ou se é porque eles acham que essa merda é realmente engraçada, mesmo após a quinquagésima repetição.
Sabe aquela galera que desenha/representa/ilustra mulher com a barriga maior que ela mesma? Então, favela para essas bichas é a mesma coisa, é a tara sexual deles.
 
Isso é só o resultado de um país onde rebolar a bunda é considerado cultura. Sem construir imaginário, sem bons exemplos, só com a crueza do dia a dia como fonte, o resultado é essa repetição do lixo que esses babacas vêem no dia a dia. E favela é romatizada em toda produção cultural brasileira, não sobra muita coisa pra gente que se recusa a sair da prisão que é saber (porcamente) apenas uma língua.
 
Underfavela é fangame shitpost nos mesmos moldes de Pokemon Clover, a thread é sobre jogos comerciais, vocês estão se irritando por besteira.
 
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