Lançamento da suruba saudável que levou 450k da SPcine:
Wow, um visual novel brasileiro? Eu não acredito! Finalmente um jogo que não parece ser genérico! Instalei a demo aqui e vou jo-
looks inside ...Ah....
Só em jogo mesmo pra São Paulo ser uma cidade limpa.
A história deve ser genérica pra porra e é lógico: querem apostar quanto que o jogo se sustenta mais no fator "se passa em São Paulo" do que na história que é o principal de uma Visual Novel?
É pior do que isso. O jogo é sobre um descendente de asiáticos em São Paulo que começa um namoro
poliamoroso com uma ex-colega de turma do ensino médio, e o
protagonista também pega intimidade com o outro parceiro, que é um negro que trabalha junto com ele (
queer multiracial). Agora tá explicado o porquê que esse jogo conseguiu parceria com o governo tão fácil assim.

É tanta coisa pra falar sobre a demo que eu não sei por onde começar (pra você ter noção, a primeira coisa que aparece na tela quando aperta start é "Bem Vindes à demo de pivot heart!"), acho que é mais fácil falar sobre o design primeiro.
Bem, a arte do jogo é até interessante, a interface é ótima e não tenho nada de ruim do que falar sobre, mas o problema começa com a arte dos personagens. Alguns personagens estão ok, o protagonista e as mulheres presentes na demo variam de mediana pra bonitinhas, mas os homens variam de terríveis para ok. Por motivos de o jogo se passar no Brasil, eles fizeram questão de ter um cast com cores mais diversificadas que o próprio arco-iris, apenas evitando chegar em níveis alienígenas, o que acaba distraindo bastante não por racismo, mas pelos próprios personagens variar bastante entre si. Comparem essa cena de três personagens distintos com uma cena de Higurashi.

Embora o estilo de higurashi seja bastante peculiar, Ryukishi consegue deixar a cena mais natural com uma paleta de cores e traços mais estáveis, enquanto a de Pivot of Hearts parece estar derramado por todo o canto. Curiosamente, os nomes também estão espalhados. Em trinta minutos, você vê nomes como: Wén Xiàn; Sigmund; Eitsuko; Augusto e Bia, conversando uns com os outros, totalmente fora de nexo. Não precisavam ser nomes realistas tipo robescleison ou jurisvaldo, mas que fossem mais sincronizados com o fato da língua ser brasileira.
O som é interessante, eles fizeram um bom trabalho na interação com a interface e um ótimo trabalho com a música do ambiente, até você chegar na cena do bar. Por algum motivo, a música do jogo vai de violão e teclado pra bitpop de forró.
Aqui, chegamos na parte mais interessante, a história. O jogo é uma visual novel cheia de escolhas que você pode fazer dependendo de quantas cartas você têm no momento, e como em toda VN de baixo custo, quase todas as suas escolhas não tem peso algum na história. Talvez seja por ser uma demo, mas escolher entre; Mentir; Mentir (Mais discreto); Mentir (Mais notório) e Fugir, não faz diferença nenhuma quando você é levado a escolher todas as quatro, ou quando as escolhas são entre fazer e não fazer, mas ambas levam ao mesmo caminho. O enredo conta sobre um homem chamado Wén Xiàn, que em seu passado tinha uma namorada que não se lembra de como acabou o namoro e de ser um garoto covarde, faltando aula por estar moincho anxioxo para não falar com os amigos por causa de um segredjenho

Hoje ele trabalha como um game developer fazendo um jogo retrô quando um novo colega de trabalho chega (o segundo namorado) e o Wen o mostra o trabalho, saindo para um happy hour com ele uns dias depois e cantando karaokê juntos. No sábado, o Xian sai para jogar RPG com uma amiga que não via a anos, e acaba se encontrando com outra amiga que não se viam a anos (a namorada). O protagonista tem um sonho estranho e a demo acaba.
Perceberam algo intrínseco? RPG de Mesa? Game Development? Poliamoroso? Viados? Autistas Anti-Sociais? Fica bem na cara quando você olha pra trás (e para o time que fez o jogo) e percebe que o jogo não passa de um self-insert dos desenvolvedores. Além dos mary sues, alguns personagens parecerem estudantes comuns de universidade federal, tanto em aparência como em personalidade. Que aparece quando pessoas manipulam cartas de tarô e dizem coisas que ninguém falaria além de um seleto grupo de pessoas de uma
plataforma muito óbvia.
Em conclusão, é só um VN meia boca que usa da cultura brasileira moderna e do politicamente americano para tentar fazer jogos "fofos e subversivos", como é dito no slogan da Dragonroll. Além do óbvio DEI feito pra tentar ganhar pontos com a galera da esquerda. O que é engraçado, pois se você olhar para as
pessoas que formam a empresa... (arquivado)