PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

Eu me pergunto o que foi que rolou nos bastidores desse jogo pra levar mais de uma década pra soltar uma demo que já tinha lá em 2013.

O caso do 171 foi porque um bando de panguão que não tinha experiência em programar jogos abraçou um projeto grande e acabou se enrolando. O que será que fez o pessoal da FiraSoft levar tanto tempo assim?

Não tem como ser só falta de achar alguém pra distribuir o jogo, tem alguma coisa a mais.

Você acha que esse jogo vai flopar legal, Sparky? Porque ninguém mais se lembra desse jogo ou procurou saber depois de anos.
A versão de 2013 do jogo era um point and click de celular e só virou um jogo sério em 2014, entretanto o kickstarter que aconteceu depois da BGS daquele ano acabou flopando.
Realisticamente falando, achar uma publisher naquela época ainda era dificil, então o desenvolvimento parou.
Depois de receberem 1 milhão da Ancine em 2018 o projeto reiniciou, porém a página na Steam só foi criada em 2021.
Não sei dizer o que aconteceu desde 2018, o mais perto que se sabe é que a versão reiniciada em 2018 é diferente da mostrada na BGS de 2014.
O flop do jogo é garantido já que essa altura do campeonato a maioria já esqueceu da existência do jogo.
O grande campeão de development hell BR ainda continua sendo The Light of Darkness, anunciado em Janeiro de 2009 e ainda sem data de lançamento.
 
-Foi comparado com Ori, Limbo e Valiant Hearts durante a campanha mas até agora não se sabe o gênero do jogo.
Entre as Estrelas se comparou com 3 jogos completamente diferentes mas no final vai ser RPG no estilo Child of Light:
ss_529dcb591710e0799f328ed31ab71acc89317a40.1920x1080.webp
Aposto que ia ser um metroidvania de ação no mesmo estilo de Ori no começo, mas as animações de combate no trailer original estavam tão travadas que mudaram de gênero.
 
Entre as Estrelas se comparou com 3 jogos completamente diferentes mas no final vai ser RPG no estilo Child of Light:
View attachment 7322245
Aposto que ia ser um metroidvania de ação no mesmo estilo de Ori no começo, mas as animações de combate no trailer original estavam tão travadas que mudaram de gênero.
Caralho, que downgrade total. Eu lembro do primeiro trailer que o jogo era um naipe de side-scroller 2D, agora virou um jogo do Miniclip?

Tem um vídeo de 6 meses atrás de um cara falando sobre o estúdio responsável pelo jogo. Vale a pena conferir:
[Archive]
 
Lançamento da suruba saudável que levou 450k da SPcine:
Só em jogo mesmo pra São Paulo ser uma cidade limpa.
A história deve ser genérica pra porra e é lógico: querem apostar quanto que o jogo se sustenta mais no fator "se passa em São Paulo" do que na história que é o principal de uma Visual Novel?
 
Lançamento da suruba saudável que levou 450k da SPcine:
Wow, um visual novel brasileiro? Eu não acredito! Finalmente um jogo que não parece ser genérico! Instalei a demo aqui e vou jo- looks inside ...Ah....
Só em jogo mesmo pra São Paulo ser uma cidade limpa.
A história deve ser genérica pra porra e é lógico: querem apostar quanto que o jogo se sustenta mais no fator "se passa em São Paulo" do que na história que é o principal de uma Visual Novel?
É pior do que isso. O jogo é sobre um descendente de asiáticos em São Paulo que começa um namoro poliamoroso com uma ex-colega de turma do ensino médio, e o protagonista também pega intimidade com o outro parceiro, que é um negro que trabalha junto com ele (queer multiracial). Agora tá explicado o porquê que esse jogo conseguiu parceria com o governo tão fácil assim. :story: É tanta coisa pra falar sobre a demo que eu não sei por onde começar (pra você ter noção, a primeira coisa que aparece na tela quando aperta start é "Bem Vindes à demo de pivot heart!"), acho que é mais fácil falar sobre o design primeiro.

Bem, a arte do jogo é até interessante, a interface é ótima e não tenho nada de ruim do que falar sobre, mas o problema começa com a arte dos personagens. Alguns personagens estão ok, o protagonista e as mulheres presentes na demo variam de mediana pra bonitinhas, mas os homens variam de terríveis para ok. Por motivos de o jogo se passar no Brasil, eles fizeram questão de ter um cast com cores mais diversificadas que o próprio arco-iris, apenas evitando chegar em níveis alienígenas, o que acaba distraindo bastante não por racismo, mas pelos próprios personagens variar bastante entre si. Comparem essa cena de três personagens distintos com uma cena de Higurashi.
screenshot0006.webp
higu.webp
Embora o estilo de higurashi seja bastante peculiar, Ryukishi consegue deixar a cena mais natural com uma paleta de cores e traços mais estáveis, enquanto a de Pivot of Hearts parece estar derramado por todo o canto. Curiosamente, os nomes também estão espalhados. Em trinta minutos, você vê nomes como: Wén Xiàn; Sigmund; Eitsuko; Augusto e Bia, conversando uns com os outros, totalmente fora de nexo. Não precisavam ser nomes realistas tipo robescleison ou jurisvaldo, mas que fossem mais sincronizados com o fato da língua ser brasileira.

O som é interessante, eles fizeram um bom trabalho na interação com a interface e um ótimo trabalho com a música do ambiente, até você chegar na cena do bar. Por algum motivo, a música do jogo vai de violão e teclado pra bitpop de forró.:\

Aqui, chegamos na parte mais interessante, a história. O jogo é uma visual novel cheia de escolhas que você pode fazer dependendo de quantas cartas você têm no momento, e como em toda VN de baixo custo, quase todas as suas escolhas não tem peso algum na história. Talvez seja por ser uma demo, mas escolher entre; Mentir; Mentir (Mais discreto); Mentir (Mais notório) e Fugir, não faz diferença nenhuma quando você é levado a escolher todas as quatro, ou quando as escolhas são entre fazer e não fazer, mas ambas levam ao mesmo caminho. O enredo conta sobre um homem chamado Wén Xiàn, que em seu passado tinha uma namorada que não se lembra de como acabou o namoro e de ser um garoto covarde, faltando aula por estar moincho anxioxo para não falar com os amigos por causa de um segredjenho :'( Hoje ele trabalha como um game developer fazendo um jogo retrô quando um novo colega de trabalho chega (o segundo namorado) e o Wen o mostra o trabalho, saindo para um happy hour com ele uns dias depois e cantando karaokê juntos. No sábado, o Xian sai para jogar RPG com uma amiga que não via a anos, e acaba se encontrando com outra amiga que não se viam a anos (a namorada). O protagonista tem um sonho estranho e a demo acaba.
Perceberam algo intrínseco? RPG de Mesa? Game Development? Poliamoroso? Viados? Autistas Anti-Sociais? Fica bem na cara quando você olha pra trás (e para o time que fez o jogo) e percebe que o jogo não passa de um self-insert dos desenvolvedores. Além dos mary sues, alguns personagens parecerem estudantes comuns de universidade federal, tanto em aparência como em personalidade. Que aparece quando pessoas manipulam cartas de tarô e dizem coisas que ninguém falaria além de um seleto grupo de pessoas de uma plataforma muito óbvia.
screenshot0002.webp


Em conclusão, é só um VN meia boca que usa da cultura brasileira moderna e do politicamente americano para tentar fazer jogos "fofos e subversivos", como é dito no slogan da Dragonroll. Além do óbvio DEI feito pra tentar ganhar pontos com a galera da esquerda. O que é engraçado, pois se você olhar para as pessoas que formam a empresa... (arquivado)
 
Last edited:
O jogo é sobre um descendente de asiáticos em São Paulo que começa um namoro poliamoroso com uma ex-colega de turma do ensino médio, e o protagonista também pega intimidade com o outro parceiro, que é um negro que trabalha junto com ele (queer multiracial)
Isso já é deixado claro no trailer do jogo e essa é literalmente a primeira coisa que o jogo mostra. E por quê? Porque é encima disso que o jogo se apoia: viadagem politiqueira. O jogo se preocupa em ser mais uma propaganda vazia e genérica influenciada pelo modernismo do Vale do Silício.

Não é diferente das outras propagandas vazias e genéricas de outros jogos Made in Brazil feitos há 20 anos com o intuito de "promover o Brasil para o mundo dos games" usando de ufanismo caricato e isso ficava evidente quando se ia fazer uma análise técnica do jogo e chegava-se na conclusão de que o jogo era uma tremenda merda. E isso também se aplica aos esquerdalhas tupiniquins porque a patota deles também usa de abordagens e jargões da época da Guerra Fria não importa que tipo de tecnologia se use.

A diferença é que hoje temos a esquerda leninista sovietizada e a esquerda liberal americanizada. Antes, só havia o primeiro.
pra você ter noção, a primeira coisa que aparece na tela quando aperta start é "Bem Vindes à demo de pivot heart!"
Não me surpreende porque a partir do momento em que essa galera do "todes" entra na jogada as coisas se tornam tão previsíveis que você pode fazer uma cartela de bingo woke e ver se consegue fechar jogando essa VN.
Bem, a arte do jogo é até interessante,
Como não sou artistafag então não posso opinar sobre isso. Só acho que o background ficou meio artificial porque São Paulo é tão poluída, podre e distópica que quando vão fazer uma versão fictícia dela (no caso, limpa) fica algo tão plástico e vazio que beira o Vale da Estranheza.
Embora o estilo de higurashi seja bastante peculiar, Ryukishi consegue deixar a cena mais natural com uma paleta de cores e traços mais estáveis, enquanto a de Pivot of Hearts parece estar derramado por todo o canto.
As primeiras VNs de Higurashi se destacam mais pela história do que arte por isso que os fãs não esquentam tanto a cabeça com a parte gráfica. Sem contar que já fizeram remake dessas VN com desenhos melhores, então, se caso a pessoa se sentir incomodada com os desenhos, é só jogar a outra versão ou ler o mangá.

Sem contar que são VNs feitas em uma engine mais simples da época por uma equipe pequena que, provavelmente, era menor do que a equipe que fez Pivot of Hearts e, mesmo assim, consegue ser melhor que Pivot of Hearts porque é aquele velho dilema de sempre: Devs brasileiros dando mais importância pra caricaturas que pra história do jogo que chame a atneção e deixe as pessoas curiosas em saber se vai haver continuação ou não.
Curiosamente, os nomes também estão espalhados. Em trinta minutos, você vê nomes como: Wén Xiàn; Sigmund; Eitsuko; Augusto e Bia, conversando uns com os outros, totalmente fora de nexo.
Acho que só o nome chinês aí faz sentido porque a imigração chinesa em São Paulo é bem mais recente do que a japonesa. O nome "Eitsuko" é só quela típica forçação de barra com a comundidade nipo-brasileira que é mais brasileira do que nipo. Até mesmo se tivessem usado um nome tipo "Márcia", "Miriam", "Maria" ou "Alice" ia ficar meio deslocado porque são nomes de uma geração mais antiga e são nomes meio estereotipados também. Como parte do jogo se passa no bairro da Liberdade que virou um bairro genericamente asiático mas o pessoal ainda quer fingir que é uma Japantown, então, vieram com esse nome. Nos últimos 5 anos, graças à popularidade da cultura otaku entre a galera woke, a Liberdade virou esse reduto de viadagem e gente estranha.
Não precisavam ser nomes realistas tipo robescleison ou jurisvaldo
Nordestinos de São Paulo não entram na cota de diversidade, então, não foram inseridos no jogo. Eu digo "de São Paulo" porque nordestino tradicionalmente se chama "Francisco", "Raimundo", "Ribamar", "Lindolfo", "José Maria" ou "João".
até você chegar na cena do bar. Por algum motivo, a música do jogo vai de violão e teclado pra bitpop de forró.
Dependendo do tipo de bar a música pode se encaixar mas eu duvido que game com viadagem pós-moderna vai inseir cenário de buteco curva de rio ou adega de favela.
e como em toda VN de baixo custo, quase todas as suas escolhas não tem peso algum na história.
Os primeiros Higurashi são bem low-budget e tem mais de 20 anos e não tem uma história medícore. Mediocridade de história vai mais de empresa querer produzir shovelware do que custo de produção.
Mentir; Mentir (Mais discreto); Mentir (Mais notório) e Fugir
Aí entra a parte mais brasileira da parada porque, por mais moderno e woke que o cidadão seja, no fundo, a referência de romance que o BR médio tem é algo que transita entre O Primo Basílio e novela da Globo com romancezinho piega. Eu sei que a última coisa que os devs deste jogo pensaram em fazer é transmitir alguma "moral" na história porque nem história tem direito nessa merda.

Apesar de eu ter citado O Primo Basílio como exemplo de putaria, pra quem leu o livro sabe que o final da história é a morte solitária da protagonista que engaja em putaria mostrando que, no final das contas, não valeu a pena.

Que porra de mensagem que Pivot of Hearts quer passar? Que meter o louco é a resposta pra quando você tem interesse em alguém e vice-versa?
O que é engraçado, pois se você olhar para as pessoas que formam a empresa... (arquivado)
Dá pra sentir o cheiro de soja daqui.
 
Rhythm Heaven BR:
>pai troll
Esse cara ainda tá vivo? Eu achei que ele tinha morrido depois dos collabs com o defunto sofachito.

Enfim, sobre o jogo. Parece uma ideia legal, não vou mentir. Só não curto que bananeiro sempre tem essa mania de inserir 🇧🇷 em tudo o que é lugar, mas parece ter funcionado dessa vez. É como dizem, se você jogar coisas o suficiente na parede, uma delas gruda.
Aliás, eles fizeram cinco outros jogos antes, sendo eles:
  • Cartomante - Fortune Teller (R$10); Um visual novel de... cartas de tarô... Você vê o futuro das pessoas. Qual a fissura dessa gente em tarô?
  • Stand By Me (R$11); Parece um gênero mobile portado pra PC só que um pouco mais difícil. Mexe com físicas em que você é puxado de lá pra cá.
  • Cat Leather Jackets (R$25); Um guitar hero misturado com uma história de uma mulher negra em uma banda adolescente punk.
  • Fire of the Rebellion III (?); Simulador de Autismo - Brazil Edition
  • Astro Pig (R$22); Outro jogo que involve mexer com física.​
  • (Ainda está sendo feito) Uma Visual Novel de um mundo com poderes especiais​
Bem, pelo menos os estilos das artes dos jogos são legais. É uma pena esse país se reduzir a pagar 500 mil reais em shovelware barato.
mamandonastetas.webp
B | A
 
Last edited:
Algo interessante que descobri hoje.
O jogo do Cellbit, 'Enigma do Medo'; Que passou 4 anos em desenvolvimento; Teve campanha no catarse; dubladores famosos; apoio de outros streamers; teve MENOS jogadores que o jogo do André Young, '9 Kings'; Que passou ~2 anos em desenvolvimento; Teve um marketing decente (pelo menos 4k dol). E o jogo é literalmente só um roguelike deckbuild de reinos.

9kings.webpVs.Enigmadomedo.webp
 
Algo interessante que descobri hoje.
O jogo do Cellbit, 'Enigma do Medo'; Que passou 4 anos em desenvolvimento; Teve campanha no catarse; dubladores famosos; apoio de outros streamers; teve MENOS jogadores que o jogo do André Young, '9 Kings'; Que passou ~2 anos em desenvolvimento; Teve um marketing decente (pelo menos 4k dol). E o jogo é literalmente só um roguelike deckbuild de reinos.
Eu falei que essa merda de jogo ia flopar kkkkkkkkkk.

O Resident Evil Family Friendly só gerou hype o dia que lançou. Virou o ano, todo mundo esqueceu desse jogo varzeado e foi jogar MiSide.

Tá aí uma das coisas que resume o mercado moribundo de jogos brasileiros: circlejerk cultural e hype a curto prazo. Veremos como vai ser a recepção do BagDex e se o pessoal vai se lembrar do jogo ainda depois de dois meses.

A única parte boa disso tudo é que, depois desse flop, o Cellbit não vai tentar mexer com gamedev por um bom tempo.
 
Algo interessante que descobri hoje.
O jogo do Cellbit, 'Enigma do Medo'; Que passou 4 anos em desenvolvimento; Teve campanha no catarse; dubladores famosos; apoio de outros streamers; teve MENOS jogadores que o jogo do André Young, '9 Kings'; Que passou ~2 anos em desenvolvimento; Teve um marketing decente (pelo menos 4k dol). E o jogo é literalmente só um roguelike deckbuild de reinos.
1749514451886.webp
O André respondeu.
 
Back
Top Bottom