PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

  • Want to keep track of this thread?
    Accounts can bookmark posts, watch threads for updates, and jump back to where you stopped reading.
    Create account
Uma das review de Enigma do Medo fala sobre a gameplay cagada do jogo. (Archive)

O que me chamou atenção foi isso aqui:
E também é um pouco difícil e não muito intuitivo que você precisa mirar o personagem utilizando o WASD ao em vez do mouse, enquanto no teclado.
Caralho, os dev se inspiraram nos jogos do final da década de 90 pra implementar a mecânica. Mirar com o direcional é algo que eu não ouvia falar desde o Resident Evil na versão do PS1.
A arma não mira direito, você precisa parar pra recarregar sendo que a Mia não tem velocidade o suficiente para caitar os inimigos pra poder recarregar, o sistema de execução de Zumbis de Sangue é penoso de tentar fazer funcionar (bastava aumentar a área de detecção para poder executar o zumbi, porque diversas vezes você acaba encostando nele antes de conseguir executar), e TALVEZ, apenas TALVEZ, a Mia seja absurdamente devagar para um mapa tão grande.
Um jogo de tiro que a parte principal e mais importante não funciona direito.
SOUNDTRACK E DUBLAGEM
Impecáveis. Maravilhosas. Cheirosas. Absurdas. Espetaculares. Incríveis. Tudo que há de bom.
Lógico que não podia faltar a babação de ovo pros dubladores.
e o seu doguinho lindo e cheiroso Lupi iria ser seu amigão
Qual é a dessa tara que o pessoal tem por cachorro?

Pois é, 4 anos de desenvolvimento pro jogo ser uma merda e flopar. Espero que BagDex seja próximo pra a gente poder esculhambar e dar risada também.
 
Qual é a dessa tara que o pessoal tem por cachorro?
Coisa de Tumblr que passou pra galerinha do twitter depois da grande imigração. Um monte de millenial que trata midia como vida real, e chora quando mata um cachorro em videogame (enquanto sentem 0 remorso massacrando centenas de pessoas em um GTA). Igual aquela conta gimmick que posta quais jogos você pode fazer carinho no cachorro ou não, a conta ficou tão gigante que agora todo dev bota opção de passar a mão na porra de um cachorro virtual.

Essas reviews negativas + os comentários aqui da thread me fazem querer jogar o Enigma do Medo pra ver se é ruim mesmo.
 
1749639740019.webp1749639761165.webp

Pivotbros, não me sinto muito bem.
 
Mais um jogo brasileiro no Roblox. E de rapper ainda. Alguém tá marcando o bingo de Jogos Brasileiros 2025?
 
Sobre a Dumativa, eu percebi que a empresa raramente posta qualquer coisa sobre Rasek, hoje finalmente descubro por que:
E-celeb de Freefire investiu 3 milhões para fazer Tibia, a Dumativa tá nadando em dinheiro com mais de 10 milhoes de orçamento em projetos ativos só por chupar e-celeb, sinceramente espero que essa empresa de bosta imploda.

View attachment 7015773
View attachment 7015774
Edit:
Pelo que parece o criador surtou e o jogo já foi banido do Google Play:
View attachment 7015799
Cerol anuncia lavagem de dinheiro Battle Royale para competir com El Hero:
Tibia de 4 milhões da Dumativa continua sem data de lançamento.
 
A indústria nacional desbancando projetos multimilionários de veteranos:
Ah, mano. Eu não tanko a arrogância e prepotência do bostileiro médio. Eu sei que o canal em questão deve estar recebendo algum agrado da BGG pra falar do jogo deles mas é só pra ilustrar o quão iludido e imbecil consegue ser o público-alvo dos games indies tupiniquins.
  • Primeiro, 280 mil reais um caralho! A BGG levantou mais de um milhão de reais pro 171 até o lançamento do Alpha. Tem vídeo do André Young falando isso.
  • Segundo, grande bosta a reação dos NPCs. No 171 os NPCs se comportam de forma retardada ora correndo em direção ao player quando este saca uma arma, ora esbarrando no player e isso é mostrado no vídeo. O cara fala dos NPCs do 171 desviando de objetos mostrando um NPC andando em direção ao carro.
  • Terceiro, na parte da dirigibilidade também pouco diverge um do outro. Esses detalhes são até idiotas de comparar porque é o tipo de mecânica que já existia no GTA IV.
  • Quarto, a otimização também é outra bosta tanto no MindsEye quanto no 171. A diferença é que o MindsEye não têm gráficos de um jogo mobile de meados dos anos 2010. Nessa parte acho que o Gigaton não teve outra opção a não ser sincero porque é impossível não notar a quantidade de bugs no 171.
  • Quinto, um detalhe que é bem relevante e não foi abordado: quanto tempo levou para o MindsEye ser feito? A gente sabe quanto tempo levou até agora pro 171 chegar no estado que está.
Agora, o que me quebra as pernas é a seção de comentários. Meu, se 171 fosse lançado do jeito que está ia ser o jogo mais esculhambado do ano. Até mais do que MindsEye. Só que a arrogância do povão impede dele encarar a realidade e é justamente isso que sempre precedeu a humilhação e resultados péssimos da indústria de jogos nacional.

Esse povo burro do caralho não aprende. Vão todos tomar no cu.
 
E vamos para Julho, onde a batalha regional do circlejerk cultural se solidifica até na indústria nacional.

De um lado, representando o Nordeste, com 5 anos de desenvolvimento, um Diablo-like roguelike da Guerra dos Canudos, o segundo jogo de circlejerk cultural Brasileiro publicado por uma empresa estrangeira, com data marcada para 22 de Julho: Hell Clock
hell-clock-02.webp
Do outro lado, representando o Sul, com 9 anos de desenvolvimento, um jogo de fazenda com fantasia, tendo o marco de ser o primeiro jogo de circlejerk cultural gaúcho, com data marcada para 16 de Julho: Gaucho and the Grassland
capsule_616x353.webp
Que flope o pior.
 
Last edited:
E vamos para Julho, onde a batalha regional do circlejerk cultural se solidifica até na indústria nacional.

De um lado, representando o Nordeste, com 5 anos de desenvovimento, um Diablo-like roguelike da Guerra dos Canudos, o segundo jogo de circlejerk cultural Brasileiro publicado por uma empresa estrangeira, com data marcada para 22 de Julho: Hell Clock
View attachment 7582750
De outro lado, representando o Sul, com 9 anos de desenvovimento, um jogo de fazenda com fantasia, sendo o marco de ser o primeiro jogo de circlejerk cultural gaúcho, com data marcada para 16 de Julho: Gaucho and the Grassland
View attachment 7582764
Que flope o pior.
Meu, esse tanto de retratismo que qualquer peça de mídia bostileira faz, não me passa um ar de "representatividade" ou "apresentar nossa terra ao mundo", para mim, representa um país sem cultura apenas
 
Não que eu discorde mas porque você acha isso?
Bem, o que mais vejo de povos com culturas ricas é criatividade, criar algo novo, mesmo usando partes da sua própria cultura para ser original, e o que vemos em Terra Brasilis? Repetição e reprodução 1:1 de mais do mesmo, sempre índio, cangaço e favela, na postagem que respondi a única novidade desse circlejerk cultural é gaúcho, me lembra até o que vi uma vez sobre o pouco do conteúdo brasileiro que é reconhecido nacional e internacionalmente, a obra É brasileira, e não de BRASIL, exemplo bem óbvio é Turma da Mônica, é uma obra brasileira ambientada em um local fictício no Brasil, mas não fica preso a regionalismo e retratismo, até por que se fosse pegar as histórias e readaptar em outro ambiente, a chance dela ainda funcionar é alta, sem contar também as bandas de metal do país, outro grande exemplo, bem, eu não acompanho elas (nem metal no geral para ser exato), mas tenho certeza que as músicas costumam ter temáticas amplas, claro que devem haver algumas que se baseiam na realidade nacional, mas não é o padrão.
 
Bem, o que mais vejo de povos com culturas ricas é criatividade, criar algo novo, mesmo usando partes da sua própria cultura para ser original, e o que vemos em Terra Brasilis? Repetição e reprodução 1:1 de mais do mesmo, sempre índio, cangaço e favela
Eu teorizo que isso tem algo a haver com as obras literárias brasileiras do final do século XIX pro início do século XX. Como a leitura era algo mais focado na elite da época, que era a única parcela da população que era alfabetizada, então se usava de realismo excessivo que, provavelmente, tinha como objetivo denúncia dos problemas sociais ou crítica social ou dramaturgia, coisa que eu imagino que era algo bem reservado às camadas mais altas da sociedade na Europa pós-Iluminismo.

O Brasil como sempre se meteu à besta de imitar tendências estrangeiras e, na época, antes de imitar as tendências americanas, a sociedade brasileira imitava as tendências europeias (mais especificamente francesas). Tanto é que a classe artística brasileira foi moldada em cima da classe artística francesa e isso refletiu na arquitetura, na literatura, na pintura, etc.

A coisa só teria mudado no início do século XX quando autores como Graciliano Ramos, Aluísio Azevedo, Rachel de Queiroz começaram a focar em algo mais "popular". O problema é que eles seguiram a mesma cartilha do pessoal que escrevia para a elite e abusaram daquele realismo dramaticamente monótono junto com um vocabulário pedante e isso meio que virou a norma. Se hoje a classe artística é uma panelinha, imagine naquela época.
o pouco do conteúdo brasileiro que é reconhecido nacional e internacionalmente, a obra É brasileira, e não de BRASIL
Exato. É o caso do Tropa de Elite 1 e 2 que, na minha opinião, deveriam ter ganho o Oscar de Melhor Filme Internacional. Ainda mais porque não tem romantismo de porra nenhuma nos dois filmes, somente a realidade cruel esfregada na cara.

Inclusive, já que eu falei do Tropa de Elite, vou dar exemplo do que você falou usando a cinematografia: depois da estreia do primeiro Tropa de Elite, um diretor amador chamado Elias Júnior resolveu juntar meio milhão de reais para fazer um filme baseado na ROTA, que seria o equivalente paulista do BOPE, de forma independente. O filme em questão chama-se "Rota Comando".

É um dos piores filmes policiais que você poderia perder o seu tempo assistindo e, pessoalmente, se eu fosse policial da ROTA, ia entender o filme como uma afronta de tão ruim que é. A atuação é nível Hermes & Renato, a mixagem de áudio é uma bosta porque só usaram o microfone da câmera pra captar som, a história tem eventos que não mudam em nada no enredo, os personagens tem diálogos toscos e caricatos e mais um monte de merda. No entanto, o objetivo do diretor não era fazer um filme, apesar do seu ofício, e sim, fazer uma propaganda exaltando a ROTA.

E da mesma maneira que o Elias Júnior se prestou a fazer uma porcaria de filme só pra enaltecer um batalhão de polícia, os game devs brasileiros se prestam a fazer jogos medíocres só pra enaltecer a "cultura" brasileira que não passa de uma caricatura. E ambos tem algo em comum: querem ser levados a sério e recebem esculacho ou indiferença como resposta. Nada mais justo, pra ser sincero.
exemplo bem óbvio é Turma da Mônica, é uma obra brasileira ambientada em um local fictício no Brasil, mas não fica preso a regionalismo e retratismo
Porque os personagens tem personalidade própria ao invés de serem meros avatares de alguma ideologia. A primeira coisa que todo mundo associa aos personagens principais são suas características e não o fato de serem crianças brasileiras.
sem contar também as bandas de metal do país... tenho certeza que as músicas costumam ter temáticas amplas, claro que devem haver algumas que se baseiam na realidade nacional, mas não é o padrão.
Metal nunca foi exatamente consolidado pela indústria fonográfica e pela mídia aqui no Brasil. De um lado, Metal no Brasil é e sempre foi impopular, mas, por outro lado, foi um gênero musical que foi poupado da representação caricata nacional que é a tendência na mídia.

Inclusive, Elis Regina junto com aqueles pau no cu do MPB queriam impedir o comércio de guitarras elétricas no Brasil durante a década de 60 pois não queriam que a música brasileira fosse "americanizada". Pelo menos os militares fizeram o favor de botar esse bando de boêmio drogado pra correr. Hoje, quase ninguém lembra desse gênero de merda que é um porre de escutar. Compare Jimi Hendrix a Roberto Carlos, Elis Regina, Caetano Veloso e veja com quem você se impressionaria mais, principalmente na década de 60. E se rock não é muito sua praia, ouça Steely Dan que dá de 10 a 0 neste artistas bostileiros. O único que se salva nesse meio é Raul Seixas.

Hoje é só ver a merda que é a indústria fonográfica brasileira: tomada ou pela máfia do narcotráfico através do Funk ou pelos coronéis do agro através do Sertanejo.
 
Last edited:
Back
Top Bottom