PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

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É basicamente a mesma história do Fusca brasileiro e o Fusca alemão:
Até 1967 eram praticamente o mesmo carro, acho que a única diferença é que em 67 já tinha o 1500 na gringa enquanto aqui era motor 1300 (desde 1966). A realidade europeia era outra e o Fusca do jeito que era não fazia mais sentido lá, enquanto aqui tanto fez que o produziram até 1986. E se você acha o mercado Brasileiro ferrado vai ver o que acontecia na Romênia com a Dacia ou na Rússia com os Lada Laika.

Pode-se dizer que houveram tentativas, através das leis de reserva de mercado.
a Taito do Brasil tentou mas no final só produziram bootlegs de máquinas Japonesas.
 
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4Wheel Challenge viralizou na China, de todos os lugares. Esse Lucas Ramos é parte do grupo de Facebook "Grupo para pessoas pobres com computadores ruins 5.0", que zoou um cadeirante por ter se gabado de um PC de 15K. A história até virou um pequeno meme na época.
 
É o que eu venho falando aqui nesta thread ou na principal: a comunidade nipo-brasileira se resume a sanseis e yonseis que não falam um A de japonês (não que nisseis falassem muito mas havia maior índice de fluência desta geração), todos mestiços e todos mais abrasileirados que os nisseis. Os nisseis, ao menos, não negavam suas origens por mais que alguns não falassem japonês bem, também tinham alguns hábitos brasileiros e eram japoneses Made in Brazil comparados com os isseis que eram os próprios imigrantes.
Isso me lembra aquele retardado no twitter com papo de "Brasil é mais seguro que o Japão por pipi popo", um dos comentários no post era algo do tipo "Abrimos as portas pros japoneses que fugiam de seu fim de mundo onde todo mundo morre em terremoto apenas para eles serem racistas".

A maioria dos descendentes dos imigrantes que vieram a mais de 120 anos já voltaram ao Japão a mais de 60 anos. BR é que nem Indiano, algo rolou infinitos anos atrás, logo somos os melhores do mundo
 
Isso me lembra aquele retardado no twitter com papo de "Brasil é mais seguro que o Japão por pipi popo"
Me parece um ragebait dos bem fraquinho. Nem um analfabeto iria acreditar em tal coisa.
"Abrimos as portas pros japoneses que fugiam de seu fim de mundo onde todo mundo morre em terremoto apenas para eles serem racistas"
Fun fact: o governo brasileiro não queria receber os imigrantes japoneses pois estes não eram brancos. O Brasil estava querendo apenas imigrantes europeus para ajudar a embranquecer o país mas os europeus já haviam denunciado as condições insalubres de trabalho e situação análoga a escravidão aos seus respectivos governos que, em resposta, começaram a desincentivar ou cessar a imigração ao Brasil.

Sem muita opção, o Brasil teve de aceitar os imigrantes japoneses e, assim, os japoneses passam a ser os novos imigrantes que trabalhariam em fazendas insalubres e sendo pagos uma miséria de salário e endividados por causa da viagem até o Brasil.

Aos japoneses lhe foram vendidos a imagem de um país com vastas terras e onde eles poderiam enriquecer rápido já que a ideia destes imigrantes era fazer um pé-de-meia e retornar ao Japão.

Na realidade, eles se viam presos a um país estranho que os tratava do mesmo jeito que os bolivianos são tratados aqui, que os explorava e ainda os enxergava como uma barreira ao embranquecimento do Brasil por serem asiáticos e sem ter meios de voltar à sua terra Natal e o governo japonês também não fez muita questão de ajudar estes imigrantes. Assim se formaram as primeiras colônias japonesas.

Por outro lado, opinião de twitteiro alucinado não é algo a se levar em consideração em hipótese alguma.
A maioria dos descendentes dos imigrantes que vieram a mais de 120 anos já voltaram ao Japão a mais de 60 anos.
Eu achei que a diáspora brasileira no Japão só tinha começado no final dos anos 80 . Não sabia que já haviam emigrantes antes.
BR é que nem Indiano, algo rolou infinitos anos atrás, logo somos os melhores do mundo
À essa altura do campeonato eu já me conformo com o fato de que o brasileiro sempre será vítima da própria ignorância e merecidamente vive em uma distopia sul-americana que é o que é por contribuição do próprio povo símio.

Jamais será uma nação digna de respeito. Apenas uma nação onde mulheres se vestem igual vagabundas, só se escuta música ruim e você pode morrer baleado por causa de um celular.
 
Me parece um ragebait dos bem fraquinho. Nem um analfabeto iria acreditar em tal coisa.
Pior que não, o cara tava sério, e também outros respondendo, um disse "A Taxa de Suicídio no Japão é maior do que a do Homicídio no Brasil, então o Japão não é seguro"

Quando eu perguntei "A taxa de suicídio do Uruguai é quase igual a do homicídio no México, qual país é mais perigoso?" o maluco veio com o mesmo papo de todo mundo "Lá o crime não é reportado"

A diferença da taxa de estupro nos dois países é de mais de 20, é praticamente impossível achar que a taxa de estupro real no país é tão mais alta a menos que ache que o país é a índia 2
 
Eu só acho hilário, claro o Japão não é o paraíso, mas 99% do povo que trata como se fosse o inferno na terra é nego de país mil vezes pior que só tem inveja de um país onde não cagam na rua
 
Eu só acho hilário, claro o Japão não é o paraíso, mas 99% do povo que trata como se fosse o inferno na terra é nego de país mil vezes pior que só tem inveja de um país onde não cagam na rua
Brasileiro vai até os limites da sandice para romantizar este buraco de merda que é o Brasil.

Mudando de assunto, alguém aqui já foi na Brasil Game Show? Se sim, como foi a experiência?
 
Kriophobia finalmente lançou:
O jogo se junta ao trio de jogos BRs de 2025 que ficaram uma década em desenvolvimento e entregaram resultados pífios:
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Caralho, que esculacho. Foi justamente o que eu esperava que seria. Que patético, sinceramente.

12 anos de development hell para o jogo passar batido.

Esse tipo de situação me lembra aquela cena do Welcome to the NHK quando os dois protagonistas voltam da feira de jogos sem conseguir vender porra nenhuma das cópias do jogo que eles fizeram.

Eu só me pergunto por que o dev team responsável simplesmente não desiste? Puxa o freio de mão e engaveta esta merda. Será que não tava na cara que eles, como desenvolvedores de jogos, começaram muito mal? Será que tinham algo a perder se eles simplesmente tivessem largado mão do projeto? E o mais importante: será que isso pode ser uma prévia do flop que será o 171 quando lançar? Porque nem mesmo o jogo do Cellbit vingou depois de 5 anos de desenvolvimento e o cara é uma e-celeb grande.

Eu tenho pra mim que, depois que lançarem o 171 e esse jogo flopar, vai ser o último prego no caixão desta indústria indie de game dev BR por dois motivos: vai selar a reputação medíocre dos jogos indies tupiniquins e vai desincentivar qualquer macacada que nunca programou sequer um clone de Pong a querer abraçar um projeto complexo pra cacete que é um clone de GTA.

Começamos o ano de 2025 com o lançamento de MiSide, um jogo indie programado por apenas dois russos e o orçamento provavelmente foi o custo do PC que usaram para programar o jogo e meio litro de vodka.

Resultado: foi um sucesso, teve vários downloads e vários YouTubers, inclusive nacionais, jogaram o MiSide, assim promovendo o jogo.

Agora o que fez esse jogo ter sucesso? Não faço a mínima ideia. Sorte, talvez? Ou os devs atenderam a uma demanda que havia? Vai saber.
 
É pior quando vê a cacetada de shill com duas horas de jogo nas reviews da steam:
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No fim do dia a única coisa que importa é que os devs podem adicionar um novo item no portfolio, não que gastar uma década inteira em um clone de Silent Hill fosse algo muito proveitoso, mas pelo menos fizeram algo com o 1M da Ancine.

Gaucho também "valeu a pena" já que com isso conseguiram promover o estúdio ao ponto de publicarem o sucesso que foi Mullet Madjack no ano anterior.

Pior mesmo é Samsara, não teve nada de proveitoso naquela plataforma primitiva, lançaram o jogo pra morte no mesmo dia que Silksong e a única coisa a se gabar é um contrato com a Atari 4.0.
 
Começamos o ano de 2025 com o lançamento de MiSide, um jogo indie programado por apenas dois russos e o orçamento provavelmente foi o custo do PC que usaram para programar o jogo e meio litro de vodka.
MiSide tinha objetivos definidos - a tal 'visão do autor' que muito nego adora arrotar por aí. Todo projeto brasileiro sempre aparenta não ter visão alguma, tentando abraçar o mundo inteiro e concentrando-se apenas em superficialidades. O pedágio ideológico é só uma dessas superficialidades, memes sendo outra. Copiar os outros não é um problema em si; o problema é não ter uma visão definida de objetivos alcançáveis e ficar jogando pra galera porque ouviu um coach qualquer dizer que só precisa de bom marketing e nada mais.

Não há um pingo de criatividade em um povo que não tem aporte cultural descente, salvo raras exceções. Memes fazem tanto sucesso por aqui justamente por serem mera repetição sem contexto.
 
É pior quando vê a cacetada de shill com duas horas de jogo nas reviews da steam:
Isso tem cheiro de bot.
Não há um pingo de criatividade em um povo que não tem aporte cultural descente, salvo raras exceções.
Na sua opinião porque títulos como Fobia: St. Dinfna Hotel, Mullet Madjack, Spark e Momodora conseguiram quebrar o padrão e chamar a atenção?
Memes fazem tanto sucesso por aqui justamente por serem mera repetição sem contexto.
Porra, eu sempre odiei esses memes usados até a exaustão. O povão normie repete essas merdas ao ponto de fazer parte do vocabulário deles, como se fosse um ENCCEJA para incluso digital. Quantas vezes não tive que escutar nego repetindo "Morre, Diabo!", "Não sei" e "Seu Buceta" sem se tocar da situação por trás da fala. Brasileiro realmente é debiloide.
 
Na sua opinião porque títulos como Fobia: St. Dinfna Hotel, Mullet Madjack, Spark e Momodora conseguiram quebrar o padrão e chamar a atenção?
Minha opinião pode ser incorreta por eu não ter jogado a maioria desses jogos (exceto Momodora), mas acredito que sejam a exceção que confirma a regra que citei antes: são trabalhos de gente apaixonada que preza mais pelo resultado criativo em si do que por seus próprios egos. Em Momodora você vê como o autor vai melhorando suas habilidades a cada jogo; St. Dinfna e Spark são cartas de amor a outros jogos icônicos, e são bem polidos. Já Mullet Madjack é um caso de "no lugar certo, na hora certa"; esses shooters absurdamente frenéticos estão na moda, e o estilo synthwave sempre será um atrativo - não é o tipo de jogo que eu jogo, mas acho que os gráficos casaram muito bem.

O povão normie repete essas merdas ao ponto de fazer parte do vocabulário deles, como se fosse um ENCCEJA para incluso digital.
Eu tenho uma regra pessoal que uso como filtro ao conhecer uma pessoa: se usar a palavra "top" já entra na minha lista de analfabetos funcionais imbecis; é o tipo de gente na qual preciso ser mais cauteloso ao conversar certos temas, além de precisar simplificar o vocabulário. É assustador como essa lista é grande...
 
Eu tenho uma regra pessoal que uso como filtro ao conhecer uma pessoa: se usar a palavra "top" já entra na minha lista de analfabetos funcionais imbecis; é o tipo de gente na qual preciso ser mais cauteloso ao conversar certos temas, além de precisar simplificar o vocabulário. É assustador como essa lista é grande...
Assustador como que na minha vida social essa lista se estende a todo mundo menos a mim, a diferença que invés de simplificar o vocabulário eu alopro o "individuo" sendo o mais babaca possível
 
Aila lançou, teve um lançamento maior que Fobia, mas na média geral acabou perdendo pontos:
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Talvez se o jogo tivesse uma ambientação e jogabilidade mais sólida e não ser uma simples showcase de tech demos desconectadas, teria uma recepção melhor:
Total score.pngTotal charts.png
 
Last edited:
Porra, mas como que Fobia teve essa decadência?
Se você está falando na parte de players ativos, Fobia é um jogo singleplayer que não tem muita rejogabilidade, depois que termina já era, nunca que ia manter um número alto de jogadores pós-lançamento.
 
Last edited:
Concurso estatal de turismo premiando jogo velho:

Um jogo puzzle sobre o nordeste pixelart de 2021 com menos de 50 reviews na Steam vai atrair turistas do mundo inteiro:
Point and click sem dublagem do Irmão do Jorel ganhou o segundo concurso:
O primeiro lugar foi para “Irmão do Jorel e o Jogo Mais Importante da Galáxia” (Double Dash Studios), uma aventura que traduz o humor e as referências culturais da animação. Em segundo, ficou “Gaucho and The Grassland” (Epopeia Games), um jogo de aventura que imerge o jogador nas paisagens e tradições do Sul do Brasil.

Já em terceiro, o “Deathbound” (Trialforge Studio) impressionou com sua ação 3D, narrativa profunda e a inovadora inclusão de um capoeirista como um dos heróis, trazendo brasilidade ao gameplay. E levou o prêmio de novo talento o jogo “A lenda de Niterói” (Seven Moons), em que o jogador vive um líder indígena explorando cenários naturais inspirados em Niterói e na Baía de Guanabara.

A segunda edição também abriu votação popular para melhor jogo. Foram 4.120 votantes, o que trouxe engajamento para o “Brasil Tá Pra Game!”. Na cerimônia, o jogo A Investigação Póstuma (Stúdio Mother Gaya), de Bauru (SP) obteve maior votação e recebeu Menção Honrosa da banca de jurados. O evento contou com a presença do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, do diretor de Gestão e Inovação da Agência, Roberto Gevaerd, e do presidente da Abragames, Rodrigo Terra.
Hell Clock não chegou a nem participar e a única parte realmente gratificante é que Pivot of Hearts ganhou nada.
 
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