PT Videogames Brasileiros - A história da fama, dos delírios e dos memes da indústria nacional

Pro pessoal que reclama dos bonobos que estão desenvolvendo o GTA Made In Brazil, temos um game designer que está cozinhando um novo Silent Hill Made In Brazil com gráficos pseudo-PS1:

Pessoal se dá ao trabalho de imitar franquia já estabelecida quando poderia desenvolver uma nova do zero. Puta desperdício de esforço.

EDIT: O canal do cara é esse aqui. Se trata de um dev indie que faz recriações de jogo já existentes como, por exemplo, Resident Evil 4:


Um jogo mobile que ninguém mais lembra:


Uma versão em primeira pessoa do God of War:


Uma versão 3D do DDTank:


E, além disso, o cara também deu a sua contribuição para o mercado nem um pouco saturado de shovelware brasileiro:


Daria um ótimo funcionário para uma Dumativa da vida, não?
 
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Duplapostagem mas recentemente experimentei um jogo indie lançado no mês passado chamado MiSide desenvolvido por apenas DOIS CARAS RUSSOS.

O jogo tem bastante conteúdo, a história é interessante e a temática do jogo é aquela vibe Doki Doki só que em cenário 3D e bem mais tenso.

Fizeram um jogo com temática que mistura kawaii e horror que nem é algo pioneiro, diga-se de passagem. O protagonista é literalmente a POV do jogador e tem zero perosnalidade, porém, conseguiram fazer uma história e uma antagonista chamativas. Os devs não usaram de sua nacionalidade pra fazer "jogo 100% nacional ambientado no nosso país" (até porque a Rússia deve ser um lugar deprimente pra cacete), não ficaram de grifting com o dinheiro alheio, a equipe era só dois russos programando o jogo, não ficaram alardeando o jogo antes de ser lançado e não lançaram o jogo lotado de bugs.

Agora, por quê bostileiro tem que ter equipe grande pra fazer uma merda de jogo sem sal? Ainda mais indie? Por que tem ficar fazendo igual o YandereDev, uma década de desenvolvimento estagnado só coletando dinheiro de doação? Por quê os indies tem que ficar ainda investindo em jogo de e-celeb? Por quê ficar nesta viadagem de modinha de pixel art ou tentar imitar gráfico de 5ª geração?

Aliás, falando em modinha de simular gráfico de PS1, esse comentário aqui no subreddit r/gamedev me chamou a atenção:
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Este foi o comentário com mais upvote e se aplica muito bem ao cenário de game dev do Bostil: Chute uma árvore e veja quantos jogos seguindo a mesma fórmula e o mesmo padrão caem.
 
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Agora, por quê bostileiro tem que ter equipe grande pra fazer uma merda de jogo sem sal? Ainda mais indie? Por que tem ficar fazendo igual o YandereDev, uma década de desenvolvimento estagnado só coletando dinheiro de doação? Por quê os indies tem que ficar ainda investindo em jogo de e-celeb? Por quê ficar nesta viadagem de modinha de pixel art ou tentar imitar gráfico de 5ª geração?

Aliás, falando em modinha de simular gráfico de PS1, esse comentário aqui no subreddit r/gamedev me chamou a atenção:
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Este foi o comentário com mais downvote e se aplica muito bem ao cenário de game dev do Bostil: Chute uma árvore e veja quantos jogos seguindo a mesma fórmula e o mesmo padrão caem.
Mas é aquela famosa expressão :"Tem que ver a tendência do mercado."
A pessoa vê isto e interpreta como: tem que apostar no que está dando lucro.

-O cursinho de games vai querer vender o sonho do gamer médio entrando na área, um souls-like com os chefões mais mirabolantes.
-O zé palestrinha vai te mostrar inúmeros gráficos sobre como souls-likes fazem tremendo sucesso.
-A mídia BR: Conheça o Dark Souls da capoeira feito por um estúdio carioca.

Resultado: Deathbound é um completo flop que ninguém lembra mais depois de 6 meses.

-O cursinho de games nem vai tocar na possibilidade de se fazer um Sonic 3D, afinal a maioria desses jogos são controversos.
-O zé palestrinha nem vai tocar em um "gênero" que ao mesmo sequer tem exemplos suficientes para encher um slide.
-A mídia BR : Feperd quem?

Resultado: Spark the Eletric Jester 3 é um dos jogos Brasileiros mais bem sucedidos no exterior.

"Tem que ver a tendência do mercado."
Se apostar no tipo de produto que está dando lucro você só vai acabar saturando o mercado com mais do mesmo, invés disso tem que suprir o mercado com o tipo de produto que não está sendo fornecido.
 
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O cursinho de games nem vai tocar na possibilidade de se fazer um Sonic 3D, afinal a maioria desses jogos são controversos.
Como assim "controversos"?
Spark the Eletric Jester 3 é um dos jogos Brasileiros mais bem sucedidos no exterior.
E vejo que o único YouTuber grande que fez um vídeo sobre isso foi o Core. Do primeiro jogo somente.

Não teve Davy Jones, Nobreza, Gigaton, Cocielo, Games Edu fazendo vídeo sobre esse jogo. Não, só vídeo alisando os ovos dos incompetentes do 171.
Se apostar no tipo de produto que está dando lucro você só vai acabar saturando o mercado com mais do mesmo, invés disso tem que suprir o mercado com o tipo de produto que não está sendo fornecido.
Por que brasileiro não consegue entender que lucro é consequência e não o objetivo final? MiSide se tornou lucro de vendas não porque os devs do jogo estavam preocupados com "tendência do mercado" (seja lá o que isso signifique) mas sim porque tiveram criatividade. Coisa que o Feperd e rdein também tiveram.

Spark e Momodora se tornaram sucesso internacional porque os devs cagaram pra seja lá que tendência havia na época e também tiveram responsabilidade e compromisso em fazer os jogos que é algo que também falta entre a comunidade dev brasileira.

Essa situação me lembra o Vinheteiro: Nunca teve reconhecimento na internet BR só servindo de chacota. Foi pra China e estreou em um progama de TV lá e teve mais reconhecimento do que aqui e o cara tá na internet já tem mais de década. O Vinheteiro pode até fazer a pecha de elitista chato mas não dá pra negar que o cara entende de música.

Moral da história: Se você tem competência e compromisso e não adere à mentalidade de bonobo, invista no mercado estrangeiro. Bostil é um eterno cemitério de sonhos onde jovens ingênuos são explorados por oportunistas que só buscam lucro igual um crackudo atrás de droga.
 
Earthblade foi cancelado pois os BRs brigaram pelos direitos autorais de Celeste com o veveco Canadense:
Earlier this year, a fracture began forming in the team. Specifically, this was between us (Noel & I) and Pedro, a founding member of EXOK, longtime friend & collaborator, and art director of Earthblade and pixel/ui artist on Celeste and TowerFall. The conflict centered around a disagreement about the IP rights of Celeste, which we won't be detailing publicly - this was obviously a very difficult and heartbreaking process. We eventually reached a resolution, but both parties also agreed in the end that we should go our separate ways. Pedro is now working on his game Neverway, which you should check out - we've played it and it's very promising.
 
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Mark of the Deep lançou dia 24:
-1 milhão na Lei Paulo Gustavo.
-Mais de 20 youtubers zé-ninguém na dublagem BR.
-Claramente inspirado em Death's Door enquanto se vende como um Metroidvania misturado com Soulslike.
Apesar de very positive na Steam, essa é a análise mais realista do jogo:

Review.png
Um Metroidvania sem mapa.
"Ah, mas Death's Door também não tinha mapa."
-Death's Door não se vende como um Metroidvania.
-Crypt Custodian, inspirado em Death's Door, tem mapa.
Nem vou falar no termo "Soulslike" que hoje é só usado para pegar os desavisados.
Acho que o jogo é melhor que muita coisa já discutida aqui, mas esse negócio de querer ser tudo ao mesmo tempo em vez de se vender como uma experiência mais única, acaba mais atrapalhando do que ajudando o produto.
O jogo também só teve 50 jogadores no lançamento comparado ao Dandy Ace que teve 500, ter o quádruplo de youtubers na dublagem não ajudou muito nas vendas.
 
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Alguma notícia desse jogo que já virou praticamente uma Lost Media? Porque na página da Steam ainda não foi anunciada uma data de lançamento.
Nada desde o anúncio de Dezembro, a forma que o estúdio lida com esse jogo é estranho, mais de 3 anos desde o anúncio da "data definitiva" e nem uma demo se quer na Steam, não levam o jogo para eventos grandes e preferem se focar em pequenos eventos em Brasília, achar uma publisher indie tá cada vez mais fácil então não se sabe qual a dificuldade.
Na pior das hipóteses o estúdio usa o eterno desenvolvimento do jogo para justificar a própria existência e ganhar uma grana dando palestrinha:
Palestra.png
 
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Estive relendo esta thread ultimamente e, sendo bem sincero, eu só consigo ver um cenário estagnado para a pseudo-indústria de games tupiniquim.

A notoriedade que o Brasil está tendo no mercado internacional é bem recente e isso depois de termos começado com o pé esquerdo décadas atrás. Porém, em que exatamente contribuímos para o mundo na área de games? Em que a gente se destaca de forma positiva?

Vendo esta thread a coisa que eu mais notei foi que, se o brasileiro não está tentando lucrar desesperadamente com produtos que pecam em originalidade e renovação, o povo parece que só exerga a própria panelinha na hora de fazer um jogo. Essa tara de imitar franquia já estabelecida tem um grave problema que é o seguinte:

O pessoal que desenvolveu BagDéx, por exemplo, mirou somente no pessoal que gosta de Pokémon. O pessoal do 171 mira somente no pessoal que curte GTA. O pessoal que faz jogo em pixel art tá mirando na nostalgia do pessoal que jogava em fliperama. Já não tá na hora do pessoal começar em pensar em algo que atraia a atenção do brasileiro sem depender de circlejerk cultural? Ou será que eu estou pedindo demais?

O Brasil foi saindo da era de jogo merda e disfuncional a passos de tartaruga mas existe outro desafio que é trazer alguma novidade pro mercado internacional. Quando que vai aparecer uma empresa séria e preparada para fazer uma franquia de jogos que coloque a gente ao lado dos japoneses, chineses, americanos e europeus? Quando que a gente vai aliviar o peso nas costas do Feperd e do rdein?

Porque joguinho de e-celeb, shovelware e jogo que é só mais do mesmo não vai fazer a gente sair do limbo. Sem contar os jogos que são anunciados para nunca mais se ouvir falar deles como Araní, Kriophobia e Möira.

Quando será que o Brasil vai pra frente?
 
Estive relendo esta thread ultimamente e, sendo bem sincero, eu só consigo ver um cenário estagnado para a pseudo-indústria de games tupiniquim.

A notoriedade que o Brasil está tendo no mercado internacional é bem recente e isso depois de termos começado com o pé esquerdo décadas atrás. Porém, em que exatamente contribuímos para o mundo na área de games? Em que a gente se destaca de forma positiva?

Vendo esta thread a coisa que eu mais notei foi que, se o brasileiro não está tentando lucrar desesperadamente com produtos que pecam em originalidade e renovação, o povo parece que só exerga a própria panelinha na hora de fazer um jogo. Essa tara de imitar franquia já estabelecida tem um grave problema que é o seguinte:

O pessoal que desenvolveu BagDéx, por exemplo, mirou somente no pessoal que gosta de Pokémon. O pessoal do 171 mira somente no pessoal que curte GTA. O pessoal que faz jogo em pixel art tá mirando na nostalgia do pessoal que jogava em fliperama. Já não tá na hora do pessoal começar em pensar em algo que atraia a atenção do brasileiro sem depender de circlejerk cultural? Ou será que eu estou pedindo demais?

O Brasil foi saindo da era de jogo merda e disfuncional a passos de tartaruga mas existe outro desafio que é trazer alguma novidade pro mercado internacional. Quando que vai aparecer uma empresa séria e preparada para fazer uma franquia de jogos que coloque a gente ao lado dos japoneses, chineses, americanos e europeus? Quando que a gente vai aliviar o peso nas costas do Feperd e do rdein?

Porque joguinho de e-celeb, shovelware e jogo que é só mais do mesmo não vai fazer a gente sair do limbo. Sem contar os jogos que são anunciados para nunca mais se ouvir falar deles como Araní, Kriophobia e Möira.

Quando será que o Brasil vai pra frente?
Conhecendo como é tudo nesse país, chegamos no ápice, em pouco tempo começará a decadência e a única coisa que a indústria brasileira de videogames terá a oferecer ao mundo é mão de obra (igual qualquer "indústria criativa" da qual o Brasil tentou embarcar, começa atrasada, chega no pico na base de imitações mais limitadas que os originais, decai e seus "membros ativos" vão trabalhar para estrangeiro)
 
Estive relendo esta thread ultimamente e, sendo bem sincero, eu só consigo ver um cenário estagnado para a pseudo-indústria de games tupiniquim.

A notoriedade que o Brasil está tendo no mercado internacional é bem recente e isso depois de termos começado com o pé esquerdo décadas atrás. Porém, em que exatamente contribuímos para o mundo na área de games? Em que a gente se destaca de forma positiva?

Vendo esta thread a coisa que eu mais notei foi que, se o brasileiro não está tentando lucrar desesperadamente com produtos que pecam em originalidade e renovação, o povo parece que só exerga a própria panelinha na hora de fazer um jogo. Essa tara de imitar franquia já estabelecida tem um grave problema que é o seguinte:

O pessoal que desenvolveu BagDéx, por exemplo, mirou somente no pessoal que gosta de Pokémon. O pessoal do 171 mira somente no pessoal que curte GTA. O pessoal que faz jogo em pixel art tá mirando na nostalgia do pessoal que jogava em fliperama. Já não tá na hora do pessoal começar em pensar em algo que atraia a atenção do brasileiro sem depender de circlejerk cultural? Ou será que eu estou pedindo demais?

O Brasil foi saindo da era de jogo merda e disfuncional a passos de tartaruga mas existe outro desafio que é trazer alguma novidade pro mercado internacional. Quando que vai aparecer uma empresa séria e preparada para fazer uma franquia de jogos que coloque a gente ao lado dos japoneses, chineses, americanos e europeus? Quando que a gente vai aliviar o peso nas costas do Feperd e do rdein?

Porque joguinho de e-celeb, shovelware e jogo que é só mais do mesmo não vai fazer a gente sair do limbo. Sem contar os jogos que são anunciados para nunca mais se ouvir falar deles como Araní, Kriophobia e Möira.

Quando será que o Brasil vai pra frente?
Acho que já está muito tarde para indústria nacional se estabelecer como uma potência, o destino de qualquer estúdio hoje em dia que criar um jogo bem-sucedido é ser abocanhado por outra empresa, rdein e Feperd são "lobos solitários", então nada vai acontecer com eles. Agora um estúdio mais profissional, como Aquiris, vai acabar sendo consumido por algum gigante do mercado, o destino da maioria das IPs independentes bem sucedidas dos anos 2010 foi esse (Minecraft, Rocket League, Risk of Rain, Don't Starve, etc.), raríssimos casos, como Dead by Daylight, se manteram independentes, mesmo assim com forte investimento externo de empresas como a Netease.

Aqui no BR, grandes empresas do passado, como a Tectoy e a Hoplon, escolheram o caminho da mediocridade, e empresa que recebe investimento, como a DX Gameworks, enfia todo o dinheiro na bunda, aí só fica os cata-shovelware, como a QUByte Interactive e a GoGo Games Interactive, para "ajudar" os debilitados.
 
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Edit:
Pelo que parece o criador surtou e o jogo já foi banido do Google Play:
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É que nem o @Stewie Seagull disse:
em pouco tempo começará a decadência
Parabéns, Bostil. Você pegou a oportunidade de aproveitar que videogames tem bastante demanda e fanbase entre o seu povo e enfiou ela bem fundo no rabo. Teve o mesmo ending da indústria automobilísitica e tecnológica bostileira.

Pensando bem, dá pra ver a história da indústria de automóveis e de tecnologia se repetindo com a indústria de jogos eletrônicos daqui: Indústrias que foram por anos escanteadas pelo governo corrupto que só quis saber de exportar matéria prima e nada mais, as poucas empresas fundadas por empresários que tentaram estabelecer a indústria acabaram fornecendo produtos medíocres a preços, às vezes, caros e sempre dependendo de incentivo fiscal por parte do governo.

E pra piorar, quando a indústria de games daqui vier a falecer de vez, vão usar trocentas desculpas mas nunca vão chegar a ser sinceros e admitir que os produtos que fornecem são e sempre foram ruins e que insistem nas mesmas práticas falidas que só beneficiam o bolso de quem faz maracutaia. Vão querer culpar o povo de ser "vira-lata", vão querer culpar o "neoliberalismo" pelas empresas estrangeiras que oferecem produtos melhores, vão querer culpar os desenvolvedores que "se vendem" para procurar melhores oportunidades na gringa, vão querer culpar o governo por não dar incentivo fiscal e protecionismo mas nunca vão olhar no espelho e enxergar que a culpa é da própria indústria incompetente que só serve pra agradar panelinha e servir de motivo pra aumento de imposto.

E esse espírito de porco das empresas tupiniquins já tem décadas. As gerações vão e vem mas a mentalidade merda continua a mesma, como se fosse algo passado pra frente.

Entrega logo esse país pro agronegócio e foda-se. A gente só serve pra isso mesmo.
 
Finalmente achei um lugar pra falar disso!

Já fui chamado de "vira-lata" por falar que os jogos made-in-Brazil são uma porcaria, e até quase perdi minha amizade com um amigo por causa disso. Mas a real, é que 98% realmente são e aparentemente ninguém se importa em tentar quebrar esse ciclo deprimente.

Mas aí chegou o Mullet Mad Jack, e é um jogo genuinamente bom apesar de ter seus problemas. E por mais que seja um clone de Post-Void, é um jogo de tirar o chapéu e mostra que sim, embora o Brasil seja um país com uma economia merda e dificil acesso a financiamentos e hardware decente pra trampar, dá sim pra fazer algo bom com um pouco de esforço e boa vontade.

Mas aí vamos lá...

O que é que mais sai no Brasil quando pensamos em jogos? Eu pessoalmente só consigo pensar nisso aqui:
  • Jogos baseados em "memes" do momento (Zueirama, Ocolast, Megamacho OCO, "Pancadaria 2 - Pagode Of The Night")
  • Clones de GTA, só que no Brasil (171, Impunes)
  • Jogos de qualidade extremamente duvidosa (Capoeira Legends, Miner Ultra Adventures + "Sequências")
  • Jogo feito baseado ou pra divulgar algum youtuber
  • Literal plágio ("El Hero". plágio de outro plágio chamado Free Fire)
Ou então é o que acontece com o cinema nacional: o jogo tem que ser sobre algo que "torna o Brazil único". Tipo quantos filmes nacionais falam sobre favela, tráfico de drogas, polícia e se passam em SP ou RJ? Aí tivemos "Rio: Raised In Oblivion" que embora tivesse um conceito bom na teoria, na prática foi a prova do mau-caratismo e preguiça que acomapanha o bostileiro de nascença.

Então a gente tem que esperar o Cometa Harley passar pra ver um jogo brasileiro decente?
 
Last edited:
Já fui chamado de "vira-lata" por falar que os jogos made-in-Brazil são uma porcaria, e até quase perdi minha amizade com um amigo por causa disso. Mas a real, é que 98% realmente são e aparentemente ninguém se importa em tentar quebrar esse ciclo deprimente.
Eu honestamente acredito que o termo "vira-lata" virou jargão do brasileirinho que quer, a qualquer custo e de qualquer jeito, demonstrar que esse buraco de merda que a gente chama de país tem algo para se orgulhar se iludindo com um ufanismo tosco e caricato porque o povo, de modo geral, é tosco e caricato, além de acomodado e sempre querendo procurar o caminho mais fácil para conseguir resultados ao invés de pensar de forma concreta e se esforçar para produzir algo de valor.
Jogos baseados em "memes" do momento (Zueirama, Ocolast, Megamacho OCO, "Pancadaria 2 - Pagode Of The Night")
Jogos desse tipo já faz tempo que eu não ouço falar. Acredito que jogos assim ou desapareceram (ainda bem) ou só se ouve falar em canais bastante nichados e de má qualidade.
Clones de GTA, só que no Brasil (171, Impunes)
Projeto padrão da panelinha dev brasileira pra arrecadar dinheiro de otário.
Jogos de qualidade extremamente duvidosa (Capoeira Legends, Miner Ultra Adventures + "Sequências")
Também outro tipo de jogo que felizmente sumiu. Acho que, como os tempos mudaram e como a "indústria" conseguiu mais atenção para arrecadar verba pública, imagino que os devs têm que se dar ao trabalho de anunciar algo que pareça apresentável no mínimo.
Jogo feito baseado ou pra divulgar algum youtuber
Outro nicho que tenta furar a bolha mas que tem resultados bem pífios.
 
Projeto padrão da panelinha dev brasileira pra arrecadar dinheiro de otário.
E o pior é que infelizmente dá certo, e a razão pra isso é triste.

GTA é uma franquia muito querida por brasileiros devido a liberdade e a ação que o game te entrega sem você precisar ficar lendo diálogos ou saber inglês, e o bostileiro médio odeia ler. Pergunte a alguém Bobson que joga GTA sobre a lore do game (tipo "quem matou a mãe do CJ?", "Onde fica Liberty City?" ou "o que Claude tava fazendo em San Fierro com a Catalina?") e ele vai ficar boiando igual uma mosca na água.

E soma isso com a gente vivendo numa realidade muito violenta, com isso as vezes fazendo o jogador médio se identifcando com o que acontece no jogo (infelizmente). O desejo de um "GTA Tupiniquim" vem simplesmente e únicamente dessa identificação com a violência, e da preguiça do brasileiro de ler e pesquisar, porque GTA é uma franquia feita com o intuito de tirar sarro da cultura e costumes estadunidenses, e muito brasileiro não consegue entender as sátiras aos 'muricas.

Real é que criar um GTA BR não vai ter porra nenhuma que o faça se destacar exceto ser um jogo que se passa no Brasil pra satisfazer um fetiche por violência. Qual história vai contar? O que terá de tão especial? Até hoje os devs de 171 não conseguiram sequer bolar uma campanha e o jogo é só um freeroam com algumas side-jobs meia boca. Se você quer um sandbox melhor, joga um GTA V RP/SAMP em um mapa baseado no Brasil que é melhor. Eu não ficaria entusiasmado com mais uma história sobre traficantes e policiais disputando uma favela, o cinema nacional tá cheio de filme disso.

Claro que sim, há jogos baseados em GTA que se passam em outros países, mas são poucos. Posso citar Sleeping Dogs, que se passa em Hong-Kong, mas tem uma história muito boa e profunda pra contar ao invés de ficar só focando em matar pedestre e roubar carros sem qualquer razão (o que a maioria dos brasileiros fazem jogando GTA). Aliás, muito brasileiro não iria curtir Sleeping Dogs porque o game te pune por fazer merda durante as missões - O protagonista é um policial infiltrado na Tríade, então ele não pode simplesmente roubar carros e matar pedestres por nada - e pelo fato de armas de fogo serem raridade e o combate ser baseado em soco e chute ("Guns are a ratiry here in Hong Kong. It's not like in the states, Shen.").

Aliás, apesar de ser um dos melhores clones de GTA até hoje, Sleeping Dogs vendeu muito pouco e fez a United Front Games fechar. Então o que tornaria um jogo no naipe "171" ou "Impunes", feitos por um bando de fudidos usando PC's de escritório com peças da Aliexpress, ter um destino melhor que um jogo feito por profissionais sob supervisão da Square Enix?


TL;DR - Brasileiro gosta de GTA porque se identifica com a violência do jogo e não entende que o game é uma sátira dos costumes estadunidenses. Sleeping Dogs é um jogo AAA e um "GTA na China" que vendeu pouco e faliu a desenvolvedora, então só fazer um paralelo com um possível GTA Brasileiro, que não terá nem 1% do orçamento que SD teve.
 
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GTA é uma franquia muito querida por brasileiros devido a liberdade e a ação que o game te entrega sem você precisar ficar lendo diálogos ou saber inglês, e o bostileiro médio odeia ler. Pergunte a alguém Bobson que joga GTA sobre a lore do game (tipo "quem matou a mãe do CJ?", "Onde fica Liberty City?" ou "o que Claude tava fazendo em San Fierro com a Catalina?") e ele vai ficar boiando igual uma mosca na água.
Isso é verdade. Só quem realmente gosta da franquia ao ponto de ser nerd realmente procura saber a lore e entender o signifcado e referências culturais que o jogo faz à sociedade americana e isso é um nicho dentro da fandom brasileira do GTA.

É o mesmo motivo pelo qual brasileiro gosta de South Park: Por causa da putaria, violência e linguajar chulo da série mas South Park faz muita referência à sociedade americana que invariavelmente só os americanos vão entender. Pro brasileiro só vai ter graça enquanto tiver gente morrendo, sexo e personagem falando palavrão.
O desejo de um "GTA Tupiniquim" vem simplesmente e únicamente dessa identificação com a violência, e da preguiça do brasileiro de ler e pesquisar, porque GTA é uma franquia feita com o intuito de tirar sarro da cultura e costumes estadunidenses, e muito brasileiro não consegue entender as sátiras aos 'muricas.
O brasileiro é tão alienado e desconectado da própria realidade que ele não entenderia a sátira ao próprio país se esse pessoal do 171 se desse ao trabalho. Pessoas com o mínimo de noção de sociedade só passam raiva no Bostil porque, além do sistema educacional incompetente que é uma decadência por si só, o povão é tão acostumado e condicionado a consumir conteúdo "pronto" que qualquer coisa que tente provocar um pouco de reflexão da própria sociedade em que vive já é muito pra cabeça do brasileiro médio.

O que em leva ao seguinte ponto:
Eu não ficaria entusiasmado com mais uma história sobre traficantes e policiais disputando uma favela, o cinema nacional tá cheio de filme disso.
Sabe por que os dois filmes do Tropa de Elite fizeram sucesso no Brasil? Não é por causa da exposição da corrupção da polícia e sociedade carioca no primeiro filme e da sociedade brasileira no segundo filme. Porra nenhuma. É por causa dos jargões, da polícia batendo em vagabundo e dos memes que fizeram dos filmes.

É um filme que mostra uma realidade tão escancarada mas sem muito viés porque ali expõe uma polícia corrupta ao mesmo tempo que expõe o pessoal maconheiro que financia o crime organizado comprando droga. Tanto que é esquerdista dificilmente discute esse filme e já leva pro lado do "ain Tropa de Elite é faxista" porque bota o dedo na ferida desse pessoal.

Ao mesmo tempo o pessoal que gostou do Tropa de Elite só se encantou com as cenas onde bandido toma porrada e ignorando a mensagem sobre a polícia ser nada mais do que pau mandado do governo e que na política tá cheio de malandro com postura de salvador da pátria envolvido em merda.

Então, qualquer coisa que faça uma crítica à sociedade brasileira seja ela latente ou sutil, passa despercebido na cabeça do povo porque o povo só quer o trivial: sangue, putaria e piadinha.
 
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